Carne suína: Filipinas disparam e Brasil bate recorde de exportação em fevereiro

País asiático consolida liderança com salto de 77% nas importações; setor acumula alta de 8,5% em receita no primeiro bimestre de 2026

Receita avançou 4,1%, com US$ 284,1 milhões

O setor de suinocultura do Brasil manteve a trajetória de crescimento no mercado internacional em fevereiro de 2026. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques totais somaram 122,1 mil toneladas, superando em 6,7% o volume registrado no mesmo mês do ano passado.

O desempenho financeiro também acompanhou a alta, com receita de US$ 284,1 milhões, um avanço de 4,1% no comparativo anual. No acumulado do primeiro bimestre, o setor de carne suína já faturou US$ 554,4 milhões, o que representa um crescimento de 8,5% em relação ao início de 2025.

Fenômeno das Filipinas e a diversificação de mercados

As Filipinas se consolidaram como o principal destino da proteína brasileira, apresentando um crescimento explosivo de 77,4% no mês, com 40,9 mil toneladas importadas. O movimento compensou a retração nas compras da China e de Hong Kong, que recuaram 43% e 40%, respectivamente.

Outro destaque positivo foi o Japão, que aumentou suas importações em 34,8%. Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, essa mudança no ranking de compradores é estratégica para o Brasil.

“A diversificação de destinos tem ampliado a segurança da pauta exportadora, reduzindo a dependência de mercados específicos e abrindo novas oportunidades”, destacou Santin.

Desempenho regional: RS e PR em aceleração

Embora Santa Catarina permaneça como o maior exportador nacional, o estado registrou uma queda de 7,7% nos embarques de fevereiro. Por outro lado, estados vizinhos apresentaram forte expansão:

  • Rio Grande do Sul: 29,7 mil toneladas (+24,1%)
  • Paraná: 20,6 mil toneladas (+15,3%)
  • Mato Grosso: 3,9 mil toneladas (+39,2%)
  • Minas Gerais: 3,1 mil toneladas (+34,3%)

A confiança no status sanitário brasileiro e a eficiência logística são apontadas pela ABPA como os diferenciais que sustentarão o crescimento das exportações ao longo de todo o ano de 2026.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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