O mercado de café arábica encerrou o mês de fevereiro com o menor patamar de preços desde julho de 2025. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a queda é reflexo direto das projeções que indicam uma possível
O Indicador CEPEA/ESALQ para o café arábica tipo 6 (bebida dura para melhor, posto na capital paulista) fechou o mês com média de R$ 1.864,51 por saca de 60 kg. O valor representa uma retração significativa de 14,3% (ou R$ 311,31 a menos por saca) em comparação ao mês de janeiro.
Comparativo histórico
Em termos reais — com valores deflacionados pelo IGP-DI — o patamar de fevereiro ficou apenas R$ 66,32 acima do registrado em julho de 2025, período que marcou o pico da colheita da safra anterior.
Apesar da desvalorização recente, o Cepea ressaltou que os preços atuais ainda são considerados elevados sob uma perspectiva histórica. A média de fevereiro de 2026 configura-se como a terceira maior para o mês em toda a série histórica do indicador, iniciada em 1996, ficando atrás apenas dos registros de fevereiro do ano passado e de 1997.
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Panorama do mercado
A pressão sobre as cotações é alimentada pelo otimismo quanto ao ciclo 2026/27. Após anos de instabilidade climática e safras aquém do potencial, a expectativa de uma oferta robusta no maior produtor mundial de café ajusta as expectativas dos compradores e pressiona os índices para baixo.