Seguindo o ritmo histórico das proteínas animais neste início de 2026, as exportações brasileiras de
A receita gerada atingiu US$ 270,2 milhões, um salto de 13,6% em relação a janeiro de 2025. O resultado consolida o melhor início de ano da história para a suinocultura brasileira.
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Mudança de eixo: Filipinas e Japão em alta
A principal característica do mês foi a consolidação de novos mercados em detrimento da dependência chinesa. As Filipinas assumiram o posto de maior importadora, com um crescimento explosivo de 91%, absorvendo 37,4 mil toneladas.
Outro destaque estratégico foi o Japão, mercado de alto valor agregado, que aumentou suas compras em 58%. Em contrapartida, a China reduziu suas importações em 58%, sinalizando uma redistribuição bem-sucedida da oferta brasileira no cenário global.
“O movimento de 2025 segue neste ano, com a descentralização dos envios à China para novos destinos. O saldo recorde de janeiro aponta para um fluxo novamente positivo em 2026”, ressaltou Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Além do salto no sudeste asiático, mercados como o México (+133%) começam a ganhar relevância na pauta exportadora.
Desempenho regional
No mapa da produção, o Rio Grande do Sul e o Paraná foram os grandes motores de crescimento do mês, com altas próximas de 30%, compensando a leve retração do líder Santa Catarina.
| Estado | Volume (Jan/2026) | Variação (%) |
| Santa Catarina | 56,5 mil t | -2,3% |
| Rio Grande do Sul | 29,0 mil t | +34,4% |
| Paraná | 17,0 mil t | +29,1% |
| Mato Grosso | 3,6 mil t | +7,5% |
| Minas Gerais | 3,0 mil t | -11,8% |