O setor de proteína animal do Brasil iniciou o ano de 2026 quebrando recordes. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações de carne de
A receita cambial saltou para US$ 874,2 milhões, uma alta de 5,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O resultado é considerado excepcional por ocorrer em um mês onde a demanda global costuma ser sazonalmente mais baixa.
Mapa das exportações: Emirados Árabes lidera
Os Emirados Árabes Unidos consolidaram sua posição como o principal destino do frango brasileiro, com um crescimento de 14% nos pedidos. Outro destaque relevante foi a África do Sul, que registrou um aumento expressivo de 34% no volume importado.
Embora a China tenha apresentado uma retração de 25% no período, o crescimento em outros mercados estratégicos, como a União Europeia (+24%) e o Chile (+51%), compensou a queda e garantiu o saldo recorde.
Liderança regional
No cenário interno, o Sul do Brasil continua sendo o motor das exportações. O Paraná manteve a liderança absoluta, enquanto Santa Catarina e Goiás apresentaram os maiores crescimentos percentuais entre os principais estados produtores:
| Estado | Volume (Jan/2026) | Crescimento (%) |
| Paraná | 187,7 mil t | +3,9% |
| Santa Catarina | 103,1 mil t | +9,3% |
| Rio Grande do Sul | 58,7 mil t | +0,75% |
| São Paulo | 26,7 mil t | +2% |
| Goiás | 25,6 mil t | +9,5% |
Perspectivas para 2026
Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, o desempenho de janeiro serve como um termômetro otimista para o restante do ano. O executivo destaca que a capacidade do Brasil em ampliar sua presença em mercados diversos indica um crescimento sustentado.
“O desempenho recorde em um período de típica demanda reduzida sinaliza perspectivas otimistas. Isto indica crescimento sustentado em diversos mercados, especialmente nos Emirados Árabes, África do Sul e União Europeia”, avaliou Santin.