Boi gordo: preço da arroba sobe em fevereiro com exportação recorde e oferta restrita

Após um janeiro de estabilidade, arroba inicia o mês em alta; pecuaristas conseguem segurar animais no pasto, forçando frigoríficos a ofertarem valores maiores

No front externo, o Brasil continua batendo marcas históricas

O mercado do boi gordo iniciou fevereiro com um novo fôlego para os produtores. De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as médias parciais deste mês já superam os valores registrados em janeiro, interrompendo o cenário de oscilações contidas que marcou o fechamento de 2025 e o início de 2026.

Oferta e demanda

Dois pilares principais estão sustentando essa reação nos preços:

  • Pasto farto e retenção: as chuvas frequentes aceleraram a recuperação das pastagens. Com comida disponível, o pecuarista ganhou “poder de barganha”, conseguindo segurar os animais no campo por mais tempo à espera de melhores ofertas.
  • Escalas apertadas: o resultado dessa retenção é uma oferta reduzida. Atualmente, as escalas de abate dos frigoríficos variam entre 3 e 10 dias, obrigando os compradores a cederem e elevarem os preços para garantir o suprimento das plantas.

Exportações em ritmo de recorde

No front externo, o Brasil continua batendo marcas históricas. Dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que os embarques de carne bovina in natura em janeiro já superaram o mesmo período do ano passado — que, até então, detinha o recorde para o mês.

Além do apetite internacional, o consumo interno também apresentou bom desempenho no primeiro mês do ano, ajudando a enxugar a oferta disponível no mercado brasileiro.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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