O setor pecuário brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), o Brasil exportou 267.319 toneladas de
O desempenho financeiro acompanhou o volume: a receita atingiu US$ 1,44 bilhão, um salto de 38,2% em relação a fevereiro do ano anterior. No comparativo mensal, o resultado de fevereiro também superou as
Raio-X das exportações (fevereiro 2026)
| Indicador | Total fevereiro | Crescimento (vs. Fev/2025) |
| Volume | 267.319 toneladas | + 21,6% |
| Receita | US$ 1,44 bilhão | + 38,2% |
| Carne In Natura | 235.890 toneladas | 88,2% do volume total |
No acumulado do primeiro bimestre de 2026, o Brasil já soma US$ 2,84 bilhões em faturamento com a proteína, um avanço de quase 40% em valor na comparação com o mesmo período de 2025.
China lidera e novos mercados surpreendem
A China permanece isolada como a maior compradora do produto brasileiro, com mais de 106 mil toneladas apenas em fevereiro. No entanto, o mês foi marcado por um avanço agressivo em outros destinos:
- Rússia: crescimento de 111,6% em relação a janeiro.
- México: alta expressiva de 132% nas compras mensais.
- Chile: incremento de 37,6%.
- União Europeia: alta de 21,2%.
Os Estados Unidos consolidam a segunda posição no ranking de destinos, com cerca de 39,4 mil toneladas importadas no mês.
Visão do setor
Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o cenário reflete a maturidade logística e sanitária do país. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações”, avaliou Perosa.