O mercado doméstico de café registrou um aumento na liquidez e no volume de negócios após o recesso de fim de ano. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação de valorizações externas expressivas e a necessidade de caixa por parte dos produtores impulsionou o setor na primeira quinzena de janeiro.
Disparo na Bolsa de Nova York
O
Café dispara nos EUA após captura de Maduro e tensão com Colômbia; Brasil ganha espaço Cachaça, café e queijos: veja os produtos do Brasil protegidos com acordo Mercosul-UE
Clima e câmbio como motivadores
Pesquisadores do Cepea apontam que a valorização foi sustentada por dois pilares principais:
- Déficit hídrico: escassez de chuvas em regiões produtoras estratégicas do Brasil acendeu o alerta para a safra 2026/27. Atualmente, as lavouras — especialmente as de café arábica — encontram-se em fases críticas de desenvolvimento e enchimento de grãos.
- Fator cambial: valorização do Real frente ao dólar também contribuiu para dar suporte às altas dos contratos futuros.
Além dos fatores de mercado, o comportamento do produtor foi decisivo para o aumento da liquidez. Com o início do ano, muitos agricultores precisaram comercializar parte de seus estoques para honrar compromissos financeiros e fazer caixa, aproveitando o cenário de preços mais atrativos para fechar novos negócios.