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Segundo a Harvard Health Publishing (divisão de informações ao público da Universidade de Harvard), “a inflamação crônica, diferente da aguda, se relaciona com maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e outros transtornos graves”. Ela pode surgir quando o corpo não elimina a causa inicial, como uma infecção persistente ou uma toxina, ou quando o sistema imunológico continua em alerta mesmo sem uma ameaça real, causando danos a tecidos saudáveis.
Hábitos como fumar, ter uma alimentação desequilibrada, ingerir álcool em excesso, não praticar exercícios, viver sob estresse constante e ganhar peso aumentam o risco. Além disso, doenças autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus, diabetes tipo 1 e esclerose múltipla, também provocam inflamação prolongada.
A ciência mostra que a inflamação crônica está ligada a problemas graves, como doenças cardiovasculares, câncer, Alzheimer, ansiedade, depressão e até doenças de pele. No coração, favorece a formação e ruptura de placas de colesterol nas artérias, aumentando o risco de infarto. No cérebro, pode acelerar o declínio cognitivo e facilitar a formação de proteínas associadas ao Alzheimer. No fígado, a inflamação pode levar à cirrose e elevar o risco de câncer hepático.
A alimentação tem papel fundamental nesse processo. A Harvard Health Publishing alerta que “dietas onde prevalecem carnes processadas, carboidratos refinados, produtos ultraprocessados, e bebidas açucaradas se asocia, com maior risco de enfermidades cronicas relacionadas com a inflamação”.
Por outro lado, alimentos frescos ajudam a reduzir a inflamação. Tomates, azeite de oliva, vegetais de folhas verdes, peixes gordurosos, castanhas, cereais integrais e frutas como morango, laranja e mirtilo são aliados importantes por oferecerem compostos anti-inflamatórios e antioxidantes.
Praticar exercícios moderados, controlar o estresse com técnicas como meditação, respiração profunda e yoga também reduzem a inflamação. Em alguns casos, medicamentos anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou naproxeno, podem ser indicados, sempre com orientação médica.