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De acordo com a Estação de Polícia de Seodaemun, em Seul, Psy, cujo nome real é Park Jae-sang, e um médico de um hospital universitário foram acusados de prescrição e retirada irregular de medicamentos controlados, como Xanax e Stilnox, usados para tratar distúrbios de sono, ansiedade e depressão.
As autoridades suspeitam que o artista recebeu as receitas sem consultas presenciais e permitiu que pessoas próximas retirassem os remédios em seu lugar, algo proibido pela lei sul-coreana.
“A legislação vigente proíbe obter receitas médicas por meio de terceiros”, destacou a agência de notícias Yonhap. O caso foi descoberto após uma denúncia anônima, que levou a um mandado de busca no hospital envolvido. Segundo o jornal The Korea Herald, a polícia ainda avalia se chamará Psy para um interrogatório formal.
Diante da polêmica, a asssessoria do cantor, realizada pela agência P Nation, reconheceu que “houve alguns casos em que outra pessoa retirou os medicamentos em nomde de Psy”. Em nota, declarou: "É inegavelmente um erro e uma negligência que um terceiro recolhesse comprimidos para dormir com receita em seu nome”. A empresa pediu desculpas e explicou que Psy sofre de um distúrbio crônico do sono e segue as orientações médicas no uso dos remédios.
O médico investigado nega as acusações e afirma que o tratamento foi feito por meio de consultas remotas, modalidade que ainda está sob análise da polícia quanto à legalidade.
Aos 48 anos, Psy é uma das figuras mais reconhecidas da música sul-coreana no cenário internacional. Ele conquistou fama global em 2012 com ‘Gangnam Style’, primeiro vídeo do YouTube a ultrapassar 1 bilhão de visualizações. Atualmente, além da carreira musical, o artista apresenta o reality show ‘Kpopped’, produzido pela Apple TV+.