Uma nova forma de se
Segundo o site The Conversation, a prática ganhou força por ser uma maneira acessível de se manter ativo, ajudando a melhorar o bem-estar sem sobrecarregar o corpo.
O que é a zona zero
A zona zero inclui atividades tão leves que permitem conversar sem esforço e mantêm a frequência cardíaca abaixo da chamada zona 1, normalmente associada ao exercício leve. Caminhar devagar, fazer alongamentos suaves, cuidar do jardim, passear com o cachorro ou subir escadas sem pressa são exemplos.
A proposta difere dos treinos tradicionais, que costumam exigir mais intensidade. Em vez disso, oferece um primeiro passo para quem não consegue, ou não quer, seguir programas mais exigentes, incluindo idosos, pessoas em recuperação de lesões ou quem está retomando a atividade física após um tempo parado.
Estudos mostram que até mesmo movimentos leves trazem benefícios para o corpo e a mente. Eles podem melhorar a circulação, regular a glicose, reduzir o risco de doenças cardíacas e até diminuir em até 26% a chance de desenvolver câncer, segundo uma pesquisa com mais de 85 mil adultos publicada no British Journal of Sports Medicine.
Além disso, praticar exercícios suaves com frequência ajuda a dormir melhor, melhora o humor e reduz o risco de doenças crônicas. Até mesmo atletas de alto rendimento usam sessões de baixa intensidade para acelerar a recuperação após treinos pesados.
Constância é melhor do que intensidade
De acordo com The Conversation, um dos motivos do sucesso da zona zero é a facilidade de manter o hábito. Muitas pessoas desistem de academias e treinos porque são difíceis de manter. Já atividades leves podem ser feitas no dia a dia, o que aumenta a chance de se tornarem uma rotina.
Especialistas lembram que a zona zero tem limites: quem deseja ganhar força ou resistência precisa incluir estímulos mais intensos. Mas para quem busca saúde, equilíbrio e qualidade de vida, a prática já pode ser suficiente.