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O AVC é uma das principais causas de morte no mundo e está cada vez mais associado ao aumento da obesidade e da síndrome metabólica. Um dos mecanismos que aumentam o risco é a resistência à insulina, condição que também piora a recuperação após um derrame. Antes, índices como o TyG, que mede resistência à insulina, e o WWI, que avalia a distribuição de gordura, eram analisados separadamente. A novidade foi unir os dois, criando o TyG-WWI para avaliar “como a interação de todos esses fatores metabólicos impacta o risco de AVC” na população geral.
O levantamento usou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos, coletados entre 1999 e 2018, com 22.615 adultos. Foram analisados exames de sangue, medidas físicas e informações sobre idade, sexo, etnia, histórico de doenças e estilo de vida.
Os resultados mostraram que, "à medida que aumentava o valor de TyG-WWI, também o fazia o risco de AVC aumentar”. No início, cada aumento no índice estava ligado a um risco 65% maior. Depois de ajustes, a associação caiu para 15%. Pessoas com as pontuações mais altas tinham um risco 38% maior que aquelas com as mais baixas, efeito observado mais claramente em jovens e em quem não tinha doenças cardíacas.
Os autores do estudo destacam que, embora a associação seja forte, “não é possível afirmar que o índice cause o AVC, apenas que existe relação”. Eles também reforçam que são necessários novos estudos em outros países para confirmar os achados.