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Conheça quatro fatores ligados a maior risco de AVC

Estudo sugere novo índice para identificar pessoas com mais chances de sofrer um derrame

Pesquisa estabelece índice que pode contribuir para a prevenção do derrame cerebral

Um estudo recente destacou quatro fatores que podem ajudar a prever o risco de acidente vascular cerebral (AVC): triglicerídeos, glicemia, peso corporal e circunferência da cintura. Juntos, esses elementos formam o chamado índice TyG-WWI, publicado na revista científica ‘Journal of Stroke and Cerebrovascular Diseases’. Segundo os pesquisadores, “a combinação desses parâmetros em uma única medida pode melhorar a detecção precoce e a prevenção de derrames”.

O AVC é uma das principais causas de morte no mundo e está cada vez mais associado ao aumento da obesidade e da síndrome metabólica. Um dos mecanismos que aumentam o risco é a resistência à insulina, condição que também piora a recuperação após um derrame. Antes, índices como o TyG, que mede resistência à insulina, e o WWI, que avalia a distribuição de gordura, eram analisados separadamente. A novidade foi unir os dois, criando o TyG-WWI para avaliar “como a interação de todos esses fatores metabólicos impacta o risco de AVC” na população geral.

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O levantamento usou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos, coletados entre 1999 e 2018, com 22.615 adultos. Foram analisados exames de sangue, medidas físicas e informações sobre idade, sexo, etnia, histórico de doenças e estilo de vida.

Os resultados mostraram que, "à medida que aumentava o valor de TyG-WWI, também o fazia o risco de AVC aumentar”. No início, cada aumento no índice estava ligado a um risco 65% maior. Depois de ajustes, a associação caiu para 15%. Pessoas com as pontuações mais altas tinham um risco 38% maior que aquelas com as mais baixas, efeito observado mais claramente em jovens e em quem não tinha doenças cardíacas.

Os autores do estudo destacam que, embora a associação seja forte, “não é possível afirmar que o índice cause o AVC, apenas que existe relação”. Eles também reforçam que são necessários novos estudos em outros países para confirmar os achados.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação FBK e Viver.