Retomada dos treinos após as férias exige cautela para evitar lesões; veja dicas

Festas, viagens e compromissos do fim de ano costumam afastar parte da população das atividades físicas

Atividades físicas ajudam a evitar problemas de saúde

Com o fim do período de férias e a aproximação do encerramento de janeiro, muitas pessoas retomam a rotina de exercícios físicos após semanas de pausa. A volta aos treinos, no entanto, exige atenção para evitar dores excessivas e lesões, segundo especialistas.

Entre o fim de um ano e o início do outro, festas, viagens e compromissos costumam afastar parte da população das atividades físicas. Diante do retorno, surge a dúvida sobre a melhor forma de recomeçar: retomar do ponto onde parou, iniciar do zero ou intensificar os treinos para compensar o tempo parado.

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A fisioterapeuta esportiva Flávia Nascimento, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), alerta que períodos prolongados sem exercícios provocam impactos diretos no corpo. “Durante a pausa ocorre diminuição da força, do condicionamento cardiovascular, da resistência e da flexibilidade”, explica.

Segundo a especialista, retomar os treinos de forma intensa logo nos primeiros dias aumenta o risco de dores musculares mais fortes do que o habitual e pode comprometer a regularidade da prática. Além disso, o comportamento eleva a chance de lesões, como estiramentos, sobrecargas articulares e contraturas musculares.

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A recomendação é que a progressão de carga e intensidade ocorra de forma gradual. Flávia orienta que os praticantes não iniciem os treinos com a mesma intensidade e carga utilizadas antes da pausa. Estudos científicos, segundo ela, indicam começar com cerca de 50% a 60% da carga anterior, permitindo que o corpo se readapte de forma segura.

Durante esse processo, sinais de alerta não devem ser ignorados. Dor muscular tardia intensa, capaz de limitar atividades do dia a dia e persistir por vários dias, indica excesso de carga. O cansaço profundo também merece atenção. “Esse tipo de fadiga mostra que a recuperação não ocorre de maneira adequada, o que compromete o rendimento e a consistência dos treinos”, afirma a fisioterapeuta.

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Alterações na qualidade do sono também podem indicar sobrecarga. De acordo com Flávia, treinos excessivos tornam o sono mais agitado e dificultam o descanso profundo, o que favorece o aumento do cortisol e prejudica a recuperação muscular, além de intensificar a sensação de exaustão.

Dores persistentes em articulações, músculos e tendões são outros sinais de alerta e podem evoluir para lesões de maior gravidade. Caso esses sintomas apareçam de forma conjunta, a orientação é reduzir o volume e a intensidade dos treinos e incluir mais dias de descanso.

Para uma retomada mais segura, a especialista destaca a importância do aquecimento. “Antes de iniciar qualquer atividade física, é fundamental preparar o corpo, com aquecimento direcionado ao exercício, mobilidade articular de quadril, coluna, ombros e tornozelos, além da ativação de músculos estabilizadores, como glúteos, core e manguito rotador”, conclui.

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