Excesso de sol pode causar danos imediatos e a longo prazo, afirma especialista

Queimaduras aparecem na hora, mas manchas, melasma e envelhecimento costumam surgir semanas depois

Queimaduras aparecem na hora, mas manchas, melasma e envelhecimento costumam surgir semanas depois

Os danos causados pelo excesso de exposição ao sol podem surgir tanto de forma imediata quanto ao longo do tempo. No curto prazo, os sinais mais comuns são vermelhidão, ardor, queimaduras e descamação, que indicam uma agressão direta à pele.

Segundo o médico dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, os efeitos tardios da exposição solar costumam ser mais silenciosos. Entre eles estão o aparecimento de manchas, o agravamento do melasma, a perda de firmeza da pele e o envelhecimento precoce.

Esses danos estão relacionados à destruição progressiva do colágeno e da elastina, além de alterações no DNA das células da pele. A exposição solar intensa e repetida também aumenta o risco de lesões pré-cancerosas e de câncer de pele ao longo dos anos.

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Mesmo quando não há queimadura visível, o excesso de sol pode deixar marcas que só aparecem semanas ou meses depois. Um exemplo comum é o melasma, que costuma se intensificar após períodos prolongados de exposição solar, como durante as férias.

De acordo com o especialista, muitos pacientes percebem o agravamento das manchas apenas semanas depois, quando a pele já passou por processos inflamatórios e aumento da atividade dos melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento.

O tratamento do melasma, segundo o dermatologista, deve ser contínuo e individualizado, com foco no controle da condição, e não na cura definitiva. Tecnologias como lasers específicos podem ser indicadas para reduzir a intensidade das manchas e uniformizar o tom da pele, respeitando sempre o fototipo e a resposta de cada paciente.

Em alguns casos, o tratamento pode ser associado ao uso de substâncias orais, como antioxidantes, além de protocolos específicos de cuidados com a pele. A fotoproteção rigorosa e os cuidados diários são considerados pilares fundamentais para evitar novas lesões.

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Nos pacientes em que o excesso de sol também acelera o envelhecimento cutâneo, com perda de viço e textura irregular, podem ser indicados protocolos médicos voltados à renovação global da pele, sempre após avaliação dermatológica criteriosa.

Independentemente do tratamento escolhido, o uso diário e correto do protetor solar, junto com hábitos consistentes de cuidado com a pele, é importante para prevenir novos danos e preservar os resultados ao longo do tempo.

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Izabella Gomes se graduou em Jornalismo na PUC Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias de Educação e Saúde.

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