SUS passa a usar antibiótico doxiciclina para prevenir sífilis e clamídia

Medicamento passa a fazer parte dos métodos de profilaxia pós-exposição (PEP)

Uso de preservativos, o diagnóstico precoce de ISTs e a testagem regular para essas infecções são as principais formas de proteção

O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou o uso do antibiótico doxiciclina para prevenir sífilis e clamídia, que são infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) bacterianas. A decisão do Ministério da Saúde foi publicada no Diário Oficial da União nessa quarta-feira (11).

O medicamento passa a fazer parte dos métodos de profilaxia pós-exposição (PEP). A portaria estabeleceu prazo de 180 para que o SUS organize a oferta do antibiótico nessa modalidade.

A decisão do Ministério da Saúde foi embasada por relatório técnico elaborado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). O uso da doxiciclina seguirá critérios definidos em protocolo clínico e diretrizes terapêuticas.

Vale lembrar que o uso de preservativos, o diagnóstico precoce de ISTs e a testagem regular para essas infecções são as principais formas de proteção.

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Sífilis

A sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, tem cura e é tratada com a penicilina benzatina, disponível nas unidades de saúde. A IST pode ser transmitida por relação sexual sem preservativo e da gestante para o bebê na gravidez ou no momento do parto (transmissão vertical).

O principal sintoma manifesta-se por meio de uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca ou outras áreas da pele). A lesão aparece normalmente entre dez e 90 dias após o contágio.

A lesão, conhecida como cancro duro, não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas na virilha. A ferida desaparece sozinha após alguns dias, mas isso não significa que houve cura da sífilis.

Clamídia

A clamídia causa infecção nos órgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos. A IST é transmitida por meio do contato sexual (anal, oral ou vaginal) ou pela forma congênita (infecção passada da mãe para o bebê durante a gestação).

Na maioria dos casos, a infecção não causa sintomas. Quando presentes, os sintomas mais comuns nas mulheres são:

  • Corrimento amarelado ou claro;
  • Sangramento espontâneo ou durante as relações sexuais;
  • Dor ao urinar e/ou durante as relações sexuais e/ou no baixo ventre (pé da barriga).

Nos homens, os sintomas mais comuns da clamídia são:

  • Ardência ao urinar;
  • Corrimento uretral com a presença de pus;
  • Dor nos testículos.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

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