Uma pesquisa publicana no site Psychiatris.com apontou que os casos de demência dobrarão até 2060 nos Estados Unidos. Em 2020, eram cerca de 514 mil casos da doença no país, podendo chegar a mais de 1 milhão em 2060.
Segundo a geriatra Simone de Paula Pessoa Lima, especializada em home care, o aumento se dará principalmente devido ao envelhecimento da população.
"À medida que a expectativa de vida cresce, o número de pessoas em faixas etárias mais avançadas, especialmente acima dos 80 anos, aumenta significativamente, e é justamente nessa população que a demência é mais prevalente”, explicou a médica.
Outros fatores como sedentarismo, hipertensão mal controlada, diabetes, obesidade, tabagismo e baixo nível educacional também podem contribuir para o comprometimento cognitivo.
Quais cuidados tomar agora para evitar a demência no futuro?
A prevenção da demência na velhice deve começar logo na juventude. “A prevenção da demência deve ser encarada como um investimento em saúde ao longo de toda a vida”, afirmou a geriatra.
O ponto de partida fundamental para não ter demência no futuro é a adoção de uma rotina ativa. “A prática regular de atividade física, como caminhadas, natação ou dança, melhora a oxigenação cerebral, reduz a inflamação sistêmica e estimula a produção de substâncias neuroprotetoras. Paralelamente, uma alimentação equilibrada, com ênfase em frutas, vegetais, azeite de oliva e peixes (evitando ultraprocessados e excesso de açúcar), fornece os nutrientes necessários para o bom funcionamento dos neurônios”, ressaltou.
A vida social ativa e o estímulo cognitivo contínuo também são essenciais. Aprender novas habilidades e manter interações sociais constates ajudam a “construir a ‘reserva cognitiva’, permitindo que o cérebro suporte melhor eventuais desgastes”.
Controlar fatores de risco cardiovasculares também é ideal, tendo o controle rigoroso de doenças crônicas. “O manejo adequado da hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade é crucial para preservar a integridade dos vasos sanguíneos cerebrais. Ao manter esses indicadores sob controle, previnem-se processos que levam ao declínio cognitivo, como os microinfartos cerebrais”, explicou.
“A combinação entre o fortalecimento de hábitos positivos e a vigilância médica sobre fatores de risco cardiovascular reflete um compromisso real com a longevidade cognitiva, reduzindo significativamente o risco de demência no futuro”, concluiu.