Ambientes fechados e com ar-condicionado podem representar um risco maior para pessoas com doenças pulmonares, como asma, DPOC, bronquite crônica, fibrose pulmonar e histórico de infecções respiratórias frequentes. De acordo com a pneumologista Michele Andreata, a principal preocupação é a baixa renovação do ar nesses locais.
Segundo a especialista, a recirculação constante do ar favorece o acúmulo de vírus, bactérias, fungos e partículas irritantes. Isso aumenta a chance de transmissão de infecções respiratórias em espaços como escritórios, salas de aula, shoppings, hospitais, transporte coletivo e residências que permanecem muito tempo com o ar-condicionado ligado.
Outro fator que merece atenção é o ressecamento do ar. Conforme explica Michele Andreata, o ar climatizado costuma ser mais seco e isso prejudica as defesas naturais das vias respiratórias. A falta de umidade resseca a mucosa, facilitando a entrada de agentes infecciosos.
Esse ressecamento pode provocar piora da tosse, aumento da falta de ar e maior risco de crises, principalmente em pessoas com asma e DPOC. Além disso, filtros de ar-condicionado sem limpeza adequada podem acumular ácaros, fungos e bactérias, o que contribui para o agravamento dos sintomas respiratórios.
Para pacientes com doenças pulmonares, a permanência prolongada nesses ambientes pode levar ao descontrole da doença, maior uso de medicação de resgate e aumento do risco de infecções. Em casos mais graves, pode haver necessidade de atendimento médico ou até internação.
A orientação da especialista é priorizar locais bem ventilados, manter a limpeza regular dos aparelhos de ar-condicionado, beber água com frequência e, sempre que possível, fazer pausas para respirar ar externo.