Alongar o corpo regularmente é uma das medidas mais simples e eficazes para manter a saúde da coluna vertebral. A prática ajuda a prevenir dores, melhora a mobilidade e contribui para o funcionamento adequado dos músculos e articulações.
Segundo o ortopedista especialista em coluna vertebral, Daniel Oliveira, a coluna não funciona sozinha. Ela depende do trabalho conjunto entre músculos, ligamentos, articulações e discos intervertebrais para garantir sustentação, movimento e proteção das estruturas nervosas.
A estabilidade da coluna é garantida por músculos profundos, como os paravertebrais e o transverso do abdômen, e também por músculos mais superficiais, como isquiotibiais, glúteos e iliopsoas. Esses grupos influenciam diretamente o posicionamento da pelve e o alinhamento das vértebras.
Quando há encurtamento ou desequilíbrio muscular, a distribuição de peso na coluna pode ser alterada. Isso aumenta o risco de dores na região lombar, cervical ou dorsal.
O alongamento atua justamente nesse ponto. Ele melhora a flexibilidade, reduz a rigidez das articulações e ajuda a manter a amplitude normal dos movimentos. Também pode aliviar tensões associadas ao estresse e às posturas inadequadas, especialmente em pessoas que passam muitas horas sentadas.
De acordo com o especialista, as diretrizes atuais para o tratamento e prevenção da dor lombar recomendam a prática regular de
“O corpo preparado, com musculatura flexível e fortalecida, responde melhor às exigências do dia a dia”, afirma.
O ortopedista ressalta que o alongamento deve ser feito com orientação, principalmente em casos de condições pré-existentes, como hérnia de disco, espondilolistese ou estenose do canal vertebral. Movimentos bruscos ou forçar além do limite podem agravar sintomas.
Incorporado à rotina de forma adequada, o alongamento é parte importante tanto na prevenção quanto no tratamento de problemas na coluna, contribuindo para a qualidade de vida e a autonomia ao longo dos anos.