MPF aciona Justiça contra Conselho de Medicina por resistência a cotas na residência

Órgão pede multa ao Conselho Federal de Medicina ao afirmar que entidade descumpre decisão que garante vagas para médicos com deficiência

Conselho Federal de Medicina pode ser multado ao descumprir normas de inclusão a PCDs

O Ministério Público Federal (MPF) entrou novamente na Justiça para que o Conselho Federal de Medicina (CFM) seja punido por resistir à implementação de cotas para pessoas com deficiência nos programas de residência médica em todo o país.

O recurso foi apresentado ao Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6). Segundo o MPF, mesmo após decisões judiciais determinando a reserva de vagas, o conselho não teria cumprido a ordem de forma efetiva.

De acordo com o órgão, a Justiça já reconheceu que editais de residência médica devem prever um percentual mínimo de vagas para pessoas com deficiência (PCDs). No entanto, o CFM teria editado uma norma tornando a adoção das cotas opcional, o que, para o MPF, enfraquece a decisão judicial.

Para o Ministério Público, a residência médica é uma modalidade de formação organizada com participação do poder público e, por isso, precisa seguir as regras de inclusão previstas na legislação brasileira, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

No recurso, o MPF pede que o CFM pague multa pelo período em que a decisão não teria sido cumprida e que a entidade seja responsabilizada por dificultar a aplicação das cotas. O órgão também afirma que manifestações públicas contrárias à reserva de vagas podem comprometer a efetividade da decisão judicial.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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