Lavar o rosto com água muito fria é um hábito comum, principalmente entre pessoas que acreditam que a temperatura ajuda a “fechar os poros” ou controlar a oleosidade. No entanto, segundo o dermatologista Lucas Miranda, essa ideia não tem comprovação científica.
De acordo com o especialista, os poros não possuem musculatura capaz de abrir ou fechar. A sensação de
Outro ponto de atenção é a limpeza. Temperaturas muito baixas podem dificultar a remoção adequada da oleosidade, do protetor solar, da maquiagem e das impurezas acumuladas ao longo do dia. A água em temperatura moderada favorece a dissolução dos resíduos.
Segundo o dermatologista, a pele do rosto possui uma barreira natural de proteção, chamada manto hidrolipídico, responsável por manter a hidratação e proteger contra agentes externos. Alterações bruscas de temperatura podem comprometer esse equilíbrio.
Em pessoas com rosácea, dermatite seborreica ou pele sensível, o uso de água muito fria pode causar ardor, vermelhidão e desconforto. Mudanças térmicas intensas tendem a aumentar a reatividade da pele.
Para a higiene diária, a recomendação é utilizar água em temperatura fria a morna, evitando extremos.