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Dia mundial da Diabetes: saiba como funciona a bomba que injeta insulina automaticamente no paciente

Tratamento pode ajudar pacientes a controlar a diabetes de forma mais fácil e automática

As bombas de insulina têm se destacado como uma das opções mais avançadas no tratamento da diabetes, especialmente para pacientes com diabetes tipo 1. No Brasil, elas chegaram há pouco tempo, mas já se consolidaram como uma solução eficaz para o controle glicêmico. À Itatiaia, endocrinologista Levimar Araújo, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que as bombas de insulina oferecem uma forma automatizada de administração do hormônio, o que proporciona mais comodidade e precisão para quem vive com a doença.

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Quais são as bombas de insulina disponíveis no mercado?

Segundo o especialista, no mercado brasileiro estão disponíveis dois modelos de bombas de insulina: o da Roche e o da Medtronic. A bomba da Roche é mais simples, sem cateter, sendo fixada diretamente na pele. Já a bomba da Medtronic é mais avançada, além de administrar a insulina de forma contínua, ela realiza também a monitorização da glicose. Caso o nível de glicose do paciente esteja caindo, a bomba da Medtronic realiza uma autoaplicação para evitar episódios de hipoglicemia, o que a faz ser apelidada de “pâncreas artificial”.

Embora o uso das bombas de insulina seja considerado muito seguro, Araújo destaca que o custo desse tratamento ainda é um desafio. "É um procedimento bastante caro, mas que pode melhorar significativamente a qualidade de vida de quem tem dificuldade no controle glicêmico”, explica o especialista.

Para quem são indicadas?

Essas bombas são indicadas para pacientes com diabetes tipo 1 que enfrentam dificuldades em controlar os níveis de glicose, especialmente para aqueles que apresentam hipoglicemia frequente ou assintomática. “Além disso, as bombas também podem ser utilizadas por gestantes e idosos, o que amplia seu alcance como tratamento”, afirma Araújo.

O acompanhamento médico é fundamental para o sucesso do tratamento com as bombas de insulina. Pacientes devem contar com o apoio de nutricionistas para calcular a quantidade de carboidratos nas refeições, garantindo que a dose de insulina administrada seja adequada. “Esse acompanhamento é essencial para garantir que a bomba de insulina tenha o efeito esperado”, alerta o endocrinologista.

Quais são as vantagens das bombas?

Um benefício importante das bombas é que elas permitem maior flexibilidade no dia a dia do paciente, incluindo a prática de atividades físicas. “Ao contrário das injeções convencionais, que exigem mais planejamento e podem ser interrompidas por qualquer imprevisto, as bombas oferecem uma forma contínua e discreta de administrar a insulina”, destaca Araújo.

Contudo, é importante que os pacientes tenham uma educação adequada sobre o diabetes e o uso da bomba. O endocrinologista ressalta que a bomba não é uma solução mágica e não deve ser vista como uma autorização para transgredir a dieta. “Ela pode auxiliar no controle, mas o paciente precisa seguir as orientações médicas e manter a disciplina alimentar”, afirma.


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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento