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Poke ganha versões brasileiras e vira opção para os dias quentes

Prato de origem havaiana combina peixe em cubos, arroz, vegetais e diferentes temperos em uma refeição colorida e versátil

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Poke combina peixe, arroz, vegetais e diferentes temperos em uma preparação colorida e versátil.
Poke combina peixe, arroz, vegetais e diferentes temperos em uma preparação colorida e versátil. • rawpixel.com / Monika

Colorido, fresco e servido geralmente em uma tigela, o poke conquistou espaço em restaurantes de diferentes partes do mundo. A preparação combina peixe cortado em cubos com temperos e acompanhamentos que podem variar bastante de acordo com a região e o estilo da casa.

No Brasil, é comum encontrar bowls que misturam salmão ou atum, arroz, vegetais, frutas, sementes, molhos e ingredientes cremosos. A variedade fez com que o prato ganhasse versões bem diferentes da preparação tradicional havaiana.

Apesar das adaptações, o poke tem uma história muito anterior à onda de popularidade dos chamados poke bowls.

Poke tem origem na culinária havaiana

A palavra poke está relacionada à ideia de cortar ou fatiar em pedaços. A preparação tem raízes na alimentação dos povos nativos do Havaí, que consumiam peixes crus, cozidos, salgados ou secos.

Nas versões tradicionais, o peixe podia ser cortado em pedaços e temperado com sal havaiano, algas marinhas conhecidas como limu e ‘inamona, um condimento feito com noz de kukui torrada e triturada.

A Universidade do Havaí explica que o peixe, especialmente o ahi, nome havaiano usado para o atum, é um dos ingredientes mais associados ao poke. Preparações tradicionais também utilizam elementos como sal, alga, cebola e outros temperos.

Com o passar do tempo, a receita incorporou outros ingredientes presentes na culinária do arquipélago, incluindo shoyu, óleo de gergelim, cebola e pimenta.

Dos mercados havaianos aos restaurantes do mundo

O poke não surgiu como uma receita criada recentemente. Durante décadas, a preparação fez parte da alimentação cotidiana no Havaí e podia ser encontrada em mercados e estabelecimentos locais.

A partir da década de 1970, diferentes versões do prato ganharam força e o poke passou por novas interpretações. Décadas depois, a preparação começou a conquistar espaço fora das ilhas.

A partir de aproximadamente 2012, o poke ganhou popularidade crescente no continente americano. Entre 2014 e 2016, o número de restaurantes havaianos registrados em uma plataforma de localização nos Estados Unidos chegou a praticamente dobrar, segundo dados citados em levantamentos sobre a expansão do prato.

Foi nesse processo que se fortaleceu o modelo do poke bowl, servido sobre arroz e com ingredientes escolhidos pelo cliente. A versão contemporânea passou a incorporar abacate, cenoura, pepino, frutas, cogumelos, sementes e diferentes molhos.

Poke combina com dias quentes

A combinação de ingredientes crus, vegetais, arroz e peixe faz do poke uma opção que pode ser especialmente agradável nos dias de calor.

A preparação também permite variar bastante os componentes. Quem prefere uma refeição mais leve pode apostar em maior quantidade de vegetais. Já quem busca uma refeição mais substanciosa pode combinar arroz, peixe e outros acompanhamentos.

O importante é lembrar que o poke brasileiro nem sempre corresponde à receita tradicional havaiana. Cream cheese, por exemplo, é uma adaptação bastante comum em algumas versões encontradas por aqui.

Receita de poke de salmão

Ingredientes

  • 400 g de salmão próprio para consumo cru
  • 200 g de cogumelos shimeji
  • 200 g de arroz japonês
  • 1 cenoura grande
  • 1 cebola roxa pequena
  • 1 pepino japonês
  • 6 folhas de couve
  • Gergelim torrado a gosto
  • Gengibre a gosto
  • Cebolinha verde a gosto
  • Cream cheese a gosto
  • Shoyu a gosto
  • Vinagre de arroz a gosto
  • Sal a gosto
  • Uma pitada de açúcar
  • Azeite de oliva
  • Manteiga

Como preparar

Lave o arroz até que a água fique mais clara, coloque para cozinhar conforme as instruções da embalagem e deixe esfriar depois do preparo. O arroz japonês deve ficar mais aderente do que o arroz soltinho tradicional.

Crispi de couve

Retire os talos das folhas e corte a couve em tiras finas. Distribua em uma assadeira, regue com um fio de azeite e acrescente uma pequena quantidade de sal.

Leve ao forno preaquecido em temperatura média e asse até que as folhas fiquem crocantes, mexendo durante o processo para evitar que queimem. Retire e deixe esfriar.

Cogumelos

Separe o shimeji e refogue em uma frigideira com um pouco de manteiga e uma pitada de sal. Mexa até que fique levemente dourado. Reserve e deixe esfriar.

Vegetais e temperos

Rale a cenoura em fios finos. Corte a cebola roxa em fatias delicadas e o pepino em rodelas.

Para fazer um tempero rápido para o pepino, misture vinagre de arroz com uma pequena quantidade de sal e açúcar. Deixe descansar enquanto prepara os demais ingredientes.

Corte o gengibre em fatias finas e pique a cebolinha. Torre o gergelim rapidamente em uma frigideira sem óleo, caso ele ainda não esteja torrado.

Salmão

Corte o salmão em cubos de tamanho semelhante. Divida em dois recipientes. Em um deles, misture o peixe com uma pequena quantidade de cream cheese. No outro, tempere com shoyu.

Mantenha o peixe refrigerado durante todo o preparo e evite deixá-lo em temperatura ambiente.

Para uma preparação com peixe cru, é especialmente importante comprar o produto de fornecedor confiável e informar que ele será consumido cru. A FDA recomenda cuidados rigorosos com armazenamento e manipulação de pescados e ressalta que o congelamento pode reduzir o risco de determinados parasitas, mas não elimina todos os microrganismos; cozinhar completamente continua sendo a opção mais segura.

Montagem

Coloque o arroz frio no fundo de uma tigela. Distribua o salmão, o shimeji, a cenoura, o pepino, a cebola, a couve crocante e os demais ingredientes em pequenas porções.

Finalize com gergelim, gengibre e cebolinha. Se desejar, acrescente mais shoyu na hora de servir.

O resultado é uma refeição colorida e versátil, que permite combinar diferentes texturas e sabores. E justamente essa possibilidade de adaptação ajuda a explicar por que uma preparação de origem havaiana ganhou tantas versões ao redor do mundo.

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Profissional de Comunicação. Head de Marketing da Metalvest. Líder da Agência de Notícias da Abrasel. Ex-atleta profissional de skate. Escreve sobre estilo de vida todos os dias na Itatiaia e na CNN Brasil.

 

 

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