O União Brasil orquestra o desembarque do governo Lula (PT) na próxima semana. O vice-presidente da sigla e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, fez um requerimento para que o assunto entrasse na pauta da próxima quarta-feira (3), durante a reunião da executiva nacional do partido.
Em Belo Horizonte, à Itatiaia, ACM Neto afirmou que a situação chegou em um ponto em “que não dá mais para esperar para tomar essa decisão”.
O vice-presidente da sigla afirmou que não há chance de o União Brasil ingressar em um projeto do Partido dos Trabalhadores em 2026. “Estávamos esperando a formalização da federação com o Progressistas [PP] para evitar constrangimentos, dúvidas e para ter uma posição bem clara. A gente já tá antecipando essa decisão já para a próxima semana”, disse.
Atualmente, quatro ministros do União Brasil e do PP compõem o quadro ministerial do presidente Lula:
- Celso Sabino (União Brasil), do Turismo;
- Frederico Siqueira (União Brasil), das Comunicações;
- André Fufuca (PP), dos Esportes;
- Wandez Goés (União Brasil), da Integração e Desenvolvimento Regional.
Na última terça-feira (26), o presidente Lula teria cobrado os ministros dos dois partidos a “tomarem um lado” e saírem em defesa do governo federal.
As duas siglas oficializaram no dia 19 de agosto a “superfederação”.
Apesar de dirigentes da federação já terem afirmado que a aliança deveria se posicionar de forma crítica ao governo federal, o gesto de Lula foi interpretado como a gota d’água para que as duas siglas reagissem.
“É natural que o partido não tenha nenhum dos seus principais quadros ocupando funções no governo”, disse à Itatiaia.