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STF marca audiência de Flávio Bolsonaro na PF para esclarecer sobre post direcionado a Lula

Publicação postada pelo senador em janeiro deste ano associa o presidente Lula a crimes internacionais de drogas e armas quando o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi preso

PorBrasília
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) • Saulo Cruz/Agência Senado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou o depoimento do senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), à Polícia Federal (PF). A oitiva será realizada na próxima terça-feira (28), às 14h.

A decisão foi tomada nesta sexta-feira (17), após o ministro ser informado de que o parlamentar não respondeu às tentativas da Polícia Federal de agendar o depoimento.

Segundo a PF, ao entrar em contato com o senador, não obteve resposta. A defesa solicitou um novo prazo e pediram que futuras datas fossem informadas com antecedência. A corporação destacou, no entanto, que não foi apresentada justificativa para a ausência de resposta aos contatos anteriores.

"A renovação do prazo para a realização da oitiva do senador Flávio Bolsonaro e a disponibilização de novas datas, com antecedência razoável, para o agendamento da diligência", informou a Polícia Federal ao STF.

A investigação foi aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em relatório final encaminhado ao STF em 26 de junho, a Polícia Federal concluiu que a publicação apresenta indícios da prática do crime de calúnia.

Com base na manifestação da PGR, Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro fosse ouvido pela Polícia Federal no prazo de até dez dias para dar continuidade às investigações. Como o depoimento não foi agendado dentro do período determinado, o ministro fixou a data da oitiva para a próxima terça-feira.

Publicação

Flávio Bolsonaro deverá prestar esclarecimentos sobre uma publicação feita em suas redes sociais na qual associou, sem apresentar provas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos supostos crimes de tráfico internacional de drogas e de armas, além de lavagem de dinheiro.

Na postagem, o senador também relacionou Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em um cenário hipotético de prisão do líder venezuelano durante uma suposta intervenção dos Estados Unidos. A publicação reproduziu a manchete "Governo Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro", do portal Metrópoles, e afirmou que o presidente brasileiro apoiava "terroristas, ditaduras e eleições fraudadas".

Na avaliação da corporação, ao associar Lula a Maduro, no contexto da prisão do presidente venezuelano, a postagem sugere que o chefe do Executivo brasileiro "seria delatado" por Maduro.

"Fica claro que o senador afirma que a delação seria feita por Nicolás Maduro e que, no entendimento do senador, os crimes pelos quais o presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem", afirma a Polícia Federal no relatório.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.