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Flávio Bolsonaro diz que Lula não enviou representantes aos EUA para evitar tarifaço

Senador ainda compara o chefe de governo ao ex-presidente americano Joe Biden, que desistiu de disputar as últimas eleições norte-americana

PorBrasília
Senador Flávio Bolsonaro • Reprodução

O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não enviar representantes para defender o Brasil das tarifas de 25% impostas sobre os produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos da América (EUA). Mais uma vez, o parlamentar culpabilizou o governo federal pela aplicação da medida.

Por meio das redes sociais, Flávio começou a chamar o Partido dos Trabalhadores (PT), partido que é a marca do atual presidente, de “Partido do Tarifaço”. 

O Brasil sequer enviou representantes para defender os nossos interesses. Quem paga essa conta é o povo brasileiro! Defenda o Brasil do PT, o Partido do Tarifaço”, escreveu. 

Na mensagem, o filho de Jair Bolsonaro afirmou, ainda, que Lula preferiu “provocar Trump” ao invés de defender os interesses brasileiros como ele tentou fazer.

Em uma alfinetada, comparou o atual chefe do governo brasileiro com o ex-presidente Joe Biden, que após um mandato, abandonou as últimas eleições americanas porque gerou dúvidas sobre sua capacidade de disputar o pleito.

“Lula não tem mais condições de ser o presidente do Brasil. Estamos num avião sem piloto. O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação”, declarou.

Estratégia eleitoral 

Segundo o blog da analista política Jussara Soares, da CNN, essa é uma estratégia que as pré-campanhas já desenhavam pelo tarifaço se tornar tema central na disputa. A ideia é empurrar a responsabilidade para o adversário. Ainda de acordo com a especialista, a ofensiva de Lula seria utilizar o termo "Tariflávio" para carimbar as negociações do senador à aplicação das tarifas comerciais.

Além de associar a presença do parlamentar nas audiências do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) foram meramente discurso eleitoreiro.  

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.