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Zema critica Moraes por suspender visitas de Flávio a Bolsonaro

Romeu Zema criticou a suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, imposta por Alexandre de Moraes, após uma carta ser tornada pública.

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Bolsonaro recebeu homenagem de Romeu Zema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Bolsonaro recebeu homenagem de Romeu Zema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais • Elizabete Guimarães/ALMG

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou, nesta terça-feira (14), a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida de Moraes veio após Flávio tornar pública uma carta de Bolsonaro, que o empodera como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Jair Bolsonaro cumpre prisão em regime domiciliar e está proibido de acessar a internet. "Acho que todo mundo já viu filmes, já viu diversas ocasiões em que quem está detido se comunica por carta, como foi dito. É algo mais do que normal, é verificável, ninguém vai mandar dentro de uma carta uma faca, uma pistola, droga, etc.; é papel. Então, você querer, vamos dizer, tolher um direito do ser humano", opinou Zema.

A declaração de Zema, em entrevista à CBN Santos, ocorreu após Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), ler uma carta escrita pelo ex-presidente, dizendo que o momento atual é de "deixar as diferenças de lado".

Na decisão de Moraes, o ministro ressaltou que uma das medidas cautelares contra o ex-presidente era a proibição "de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros". Para ele, o senador desrespeitou as regras e atuou com uma "conduta irregular" à medida cautelar imposta ao pai.

O magistrado ainda acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para investigar Flávio Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral antecipada. A equipe jurídica do senador, no entanto, afastou a preocupação de se tornar alvo de ação das autoridades pelo caso.

A carta surge em meio a um desentendimento entre Flávio Bolsonaro e sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que decidiu expor, em vídeos publicados nas redes sociais no mês passado, um desentendimento entre os dois, decorrente do acordo de apoio do Partido Liberal (PL) envolvendo o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará.

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