Ministro do STJ acusado de assédio se afasta do cargo por problemas de saúde

Marco Buzzi apresentou atestado médico e não participará da sessão desta quinta; prazo do afastamento não foi informado

Ministro do STJ Marco Buzzi da Quarta Turma

O ministro Marco Buzzi apresentou atestado médico nesta quinta-feira (5) e pediu licença do cargo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele é acusado de assediar sexualmente uma jovem de 18 anos.

O magistrado está internado em um hospital. Até o momento, não há informações sobre o seu estado de saúde nem sobre a unidade hospitalar.

Em nota, o STJ diz que “deliberou, por unanimidade, pela instauração de sindicância para a apuração dos fatos atribuídos ao ministro Marco Aurélio Buzzi”.

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O caso

Marco Buzzi é acusado de assédio sexual contra uma jovem de 18 anos durante uma estadia na casa de praia do magistrado, em Balneário Camboriú (SC).

A denúncia foi encaminhada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que informou, em nota, que o caso está sob análise da Corregedoria Nacional de Justiça e tramita em sigilo.

“Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo”, afirmou o CNJ.

O caso foi revelado pelo portal Metrópoles e confirmado pela rádio Itatiaia. De acordo com o relato da jovem, sua família estava hospedada na residência do ministro quando ela decidiu entrar no mar, onde Buzzi já se encontrava.

Ela afirma que, nesse momento, o magistrado teria tentado agarrá-la. A jovem saiu do mar e contou o episódio aos pais, que deixaram o local e registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil.

Em nota, Marco Buzzi negou a acusação e disse ter sido surpreendido pelas “insinuações divulgadas por um site”, que, segundo ele, “não correspondem aos fatos”.

O ministro afirmou ainda que repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

Buzzi integra o STJ desde 2011, quando foi indicado pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Ele atua na Quarta Turma da Corte, responsável por casos de direito privado.

A família da jovem é representada pelo advogado Daniel Bialski, que afirmou esperar firmeza nas apurações.

“Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”, declarou em nota.

Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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