A vereadora Marcela Trópia (Novo) afirmou, à Itatiaia, que se vê como um “respiro dentro do partido contra um bolsonarismo e um radicalismo” que, segundo ela, não fazem parte de sua trajetória política.
Na última terça-feira (3), enquanto seus correligionários de bancada na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Bráulio Lara e Fernanda Pereira Altoé, deram aval e até apoio a um projeto de lei — proposto por vereadores do Partido Liberal (PL) — que restringe a presença de crianças em eventos como o Carnaval e a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, Trópia usou a tribuna para se posicionar contra a proposta.
No momento da votação, no entanto, a vereadora recuou e optou pela abstenção, acompanhada por Altoé.
À coluna, Trópia afirmou que a situação foi uma “oportunidade” para demonstrar que se considera uma “liberal moderada”. “Um lado da discussão me chamou de ‘liberaloide’, o outro me chamou de ‘liberal clássica’, então acho que estou no caminho certo como moderada, que entende que existe um debate técnico”, disse.
O distanciamento da vereadora em relação às pautas defendidas pelo Novo na Câmara de BH e em Minas Gerais tem gerado tensão interna. Em entrevista à revista IstoÉ, Trópia afirmou estar sofrendo “pressão interna” dentro do partido para deixar a legenda antes do período eleitoral de 2026.
O motivo seriam suas posições independentes, fora do controle da chamada “família Aro” — grupo de políticos ligados ao secretário de Governo de Romeu Zema (Novo), Marcelo Aro (PP).