A Itaminas negou irregularidades no processo de venda de ações de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que era um dos sócios da mineradora até setembro do ano passado. À época, ele vendeu 50% das ações que tinha da companhia como forma de tentar reverter a crise que acabou na liquidação do banco novembro.
A negativa da empresa surge em meio a publicações na imprensa sobre uma suposta investigação de fraude na transação, que, segundo portais, teria ocorrido por “valor vil”, ou seja, um preço significativamente abaixo do mercado.
Uma das publicações chega a citar que a participação de Vorcaro teria sido vendida por R$ 700 milhões. A empresa, por outro lado, revelou à Itatiaia que os valores das transações sequer foram divulgados devido a um acordo de confiabilidade.
“A operação em questão foi concluída em setembro de 2025, e não em novembro do mesmo ano, como mencionado nas reportagens. Tratou-se do exercício, pelos próprios sócios da Itaminas, do direito de preferência previsto para a alienação da participação de 50% então detida por Daniel Vorcaro na companhia”, diz nota.
“A transação foi realizada por múltiplos de EBITDA superiores aos praticados por empresas comparáveis no setor de mineração, circunstância que afasta, de forma inequívoca, qualquer alegação de realização da operação por ‘valor vil’. Os valores mencionados nas reportagens não guardam correspondência com os termos efetivamente pactuados”, completa.
A empresa argumenta ainda que os sócios “jamais foram notificados ou contatados pelo liquidante do Banco Master”, o que demonstraria “a absoluta improcedência das insinuações de eventual irregularidade ou fraude”.
“Em setembro, apesar de tudo que acontecia no país como um todo, o Banco Master não estava em liquidação. Até aquele momento, a situação dele era totalmente regular, inclusive com o Banco Central. Quando se faz a venda se comunica os órgãos de controle. O Banco Central, o Fundo Garantidor de Crédito e o CADE. O que poderia ter sido feito, foi feito. Ficamos até perplexos. É uma empresa que vai para 69 anos, uma reputação completamente ilibada, há dois anos com uma nova gestão. É uma empresa que não tem um risco na sua imagem em 69 anos de história”, explica o presidente da Itaminas, Thiago Toscano.
A mineradora ainda negou que houve mecanismos contratuais que garantissem participação futura de Vorcaro em resultados da empresa, e nem instrumentos equivalentes em favor do banqueiro, o que também chegou a ser noticiado.