A Justiça italiana concluiu nesta quinta-feira (12), a etapa inicial de análise do pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, em julgamento realizado pela Corte de Apelação de Roma. As sessões ocorreram ao longo de dois dias e foram conduzidas sem acesso do público. O posicionamento dos magistrados deve ser comunicado primeiro às partes envolvidas nas próximas semanas.
O desfecho desta fase não encerra o processo. Após a divulgação do entendimento do tribunal, defesa e representantes do Brasil ainda poderão recorrer à Corte de Cassação, instância mais alta do Judiciário italiano. Somente depois dessa tramitação é que o
Durante a audiência, Zambelli esteve presente, mas não se pronunciou. A estratégia da defesa, segundo o advogado Fabio Pagnozzi, concentrou-se em questionar a legalidade do pedido, alegando motivações políticas e apontando preocupações com o sistema prisional brasileiro. A promotoria italiana, por outro lado, manteve o posicionamento favorável à extradição, afirmando que o caso atende às exigências previstas no acordo firmado entre Brasil e Itália.
Segundo informações do processo, caso a entrega seja autorizada, a ex-deputada deverá cumprir pena em unidade prisional de segurança média no Distrito Federal, com desconto do período já cumprido na Itália, onde permanece presa há cerca de seis meses.
Zambelli deixou o Brasil em junho e foi localizada dois meses depois nos arredores de Roma. Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro e uma das parlamentares mais votadas em São Paulo nas eleições de 2022, ela renunciou ao mandato no fim do ano passado após decisões judiciais que reabriram discussões sobre sua permanência na Câmara.