Tensão no STF: Fachin demonstra incômodo e sinaliza cautela sobre votação em plenário
Irritação do magistrado é motivada pela decisão do ministro André Mendonça de afastar o delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, demonstrou incômodo nesta terça-feira (8) com o agravamento da tensão institucional no Poder Judiciário. A irritação do magistrado é motivada pela decisão do ministro André Mendonça de afastar o delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Segundo relatos feitos à CNN Brasil, em conversas reservadas, Fachin demonstrou impaciência com a medida.
Apesar de o entorno de Mendonça afirmar que Fachin foi avisado previamente sobre a decisão, o presidente do STF demonstrou irritação, considerando a medida um elemento a mais para conflagrar o clima na Suprema Corte.
Durante a terça-feira (8), Fachin discutiu o assunto com outros ministros da Suprema Corte e com representantes do segmento jurídico do governo federal. Ele sinalizou cautela em levar o afastamento para análise do plenário.
A pressão para que o presidente do STF adote uma postura firme diante da crise institucional tem sido constante, com o magistrado já tendo afirmado que não se furtará a atuar.
Nesta quarta-feira (9), espera-se que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre em contato com Fachin. Lula (PT) deve reforçar sua avaliação de que Mendonça teria avançado sobre uma prerrogativa do Poder Executivo.
O entorno do ministro Alexandre de Moraes tem defendido que o magistrado aguarde uma decisão do presidente do Supremo e não "dobre a aposta".
Em um desdobramento da crise, o ministro Edson Fachin determinou um prazo de 72 horas para que Mendonça justifique sua decisão. A principal crítica é que Mendonça teria alegado monitoramento da Polícia Federal sem apresentar provas concretas.
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