O presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e outros vereadores se manifestaram, nesta terça-feira (1º), em reunião de plenário sobre a atual greve da educação, e sobre a proposta de reajuste sugerida pela prefeitura.
O vereador Professor Juliano Lopes (Podemos), presidente da Câmara, afirmou que entende os desafios financeiros da prefeitura, mas que é hora de rever a proposta feita aos profissionais.
“Sei que a prefeitura está com orçamento apertado, com muita dificuldade. Eu estive como prefeito, conversei com um secretário da Fazenda, com alguns secretários, mas chegou a hora da gente rever isso. Quem sabe, a prefeitura possa fazer uma nova proposta, para que os professores de fato possam voltar da aula, as crianças serem atendidas da forma que elas precisam, com ensino, com educação?”, destacou.
“E nós sabemos, que o prefeito Álvaro Damião vai rever isso, juntamente com a sua equipe técnica, e vai, de fato, fazer uma proposta que atenda os professores, que atenda o movimento grevista, porque a greve é direito deles, eles têm direito de manifestar, mas nós sabemos também que a prefeitura está passando por um momento difícil. Nós temos certeza de que o diálogo será construído”, afirmou em plenário.
O líder de governo da prefeitura, vereador Bruno Miranda (PDT), afirmou em plenário que a atual proposta de 2,49% de reajuste que a prefeitura ofereceu à educação é referente apenas a quatro meses.
“Na gestão do prefeito Álvaro Damião (União Brasil), foram realizadas algumas reuniões, salvo engano, cinco reuniões, especificamente com o SindREDE, com a educação. É importante também esclarecer que esses 2,49% que foram negociados com as outras categorias também da prefeitura, é um índice que pega de janeiro a abril, ou seja, como nós teremos data base a partir do ano que vem, instituído por lei, esse índice foi recortado por quatro meses, janeiro, fevereiro, março, abril, e corresponde ao período da inflação, recomposição inflacionária desses quatro meses. Então, muitas vezes as pessoas que estão lá fora imaginam, ‘poxa, 2,49% o reajuste anual’... Não. É o reajuste referente aos quatro meses”, explicou.
Outros vereadores foram ao microfone, declarando apoio a greve, ou solicitando nova proposta e garantia de diálogo por parte da prefeitura. Dentre eles, a vereadora Juhlia Santos (Psol), Luiza Dulce (PT), Wagner Ferreira (PV) e Pedro Patrus (PT).
Os professores reivindicam 6,27% de recomposição salarial, retroativo a janeiro, desde o começo das negociações. Já a prefeitura oferece um reajuste de 2,49%, valor que já foi concedido a outros servidores do município.
Nesta quarta-feira (2), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais vai fazer uma audiência de conciliação envolvendo os sindicatos e a Prefeitura para tratar da greve. A justiça já negou um pedido do Executivo para judicializar a paralisação.