Distante de Zema, Simões afirma 'preferir' que Flávio seja eleito presidente
Apesar de ter deixado o Novo, partido de seu maior aliado, Simões defendia que manteria a aliança com Zema, abdicando, inclusive, de apoiar o nome presidencial de sua própria legenda

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou esperar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato ao Palácio do Planalto, seja eleito presidente. Herdeiro político de Romeu Zema (Novo), o atual chefe do Executivo mineiro, que busca a reeleição, usou o debate promovido pela TV Globo para criticar gestões petistas no estado e também o presidente Lula (PT), que também tenta a reeleição.
Simões afirmou que, ao contrário de Cleitinho Azevedo (Republicanos), seu adversário na disputa pelo Palácio Tiradentes, não é indiferente à eleição presidencial. O senador mineiro tem defendido, ao longo da campanha, que, se eleito governador, irá dialogar com quem quer que seja eleito presidente da República. "Posso dizer que quem quer que seja eleito presidente, eu estarei lá para tentar negociar, mas, diferente de Cleitinho, que diz que tanto faz quem ganhar, para mim não é tanto faz. Espero que seja Flávio Bolsonaro porque não é possível continuarmos vivendo com Lula no poder", disse Simões.
Simões foi eleito vice-governador na chapa de Romeu Zema, em 2022. Ele assumiu o cargo de forma permanente após o então governador deixar o Executivo mineiro para disputar o Palácio do Planalto.
Apesar de ter deixado o Novo, partido de seu maior aliado, Simões defendia que manteria a aliança com Zema, abdicando, inclusive, de apoiar o nome presidencial de sua própria legenda, o PSD de Ronaldo Caiado, para seguir apoiando o nome do mineiro na eleição presidencial.
A candidatura de Zema, no entanto, não decolou. Na última pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (28), o ex-governador tinha apenas 1% das intenções de voto, ficando atrás de Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante), Caiado e também Renan Santos (Missão).
Em Minas Gerais, o ex-governador também não alavancou e nem teve compromissos ao lado do sucessor. No último dia 19, por exemplo, Zema esteve em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, e, no dia seguinte, foi até a Feira Hippie, no Centro da capital mineira. Em nenhum desses dois compromissos, ele chegou a se encontrar publicamente com o atual governador.
Interlocutores afirmam que Zema está sob pressão para desistir da candidatura e apoiar Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno, em meio ao baixo desempenho nas principais pesquisas eleitorais.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.


