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Augusto Cury evita polarização, elogia Lula e Bolsonaro e se diz 'capsocial'

Em entrevista à Itatiaia, pré-candidato à presidência afirmou ter 'mente capitalista e coração social', evitou escolher lado político, e deu sua opinião sobre Lula e Bolsonaro

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O pré-candidato à presidência da republica, Augusto Cury
O pré-candidato à presidência da republica, Augusto Cury • Tabata Barbosa/Divulgação

Dois dias após lançar sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, o psiquiatra e escritor Augusto Cury afirmou em entrevista à Itatiaia que pretende disputar a eleição fora da polarização política e se definiu como um candidato de “mente capitalista e coração social”, o que ele definiu como "capsocial".

Ao explicar o conceito, o próprio pré-candidato resumiu: “meu coração é social (...) mas a minha mente é capitalista”, defendendo um modelo que combine liberdade econômica e empreendedorismo com políticas de proteção social e atenção às pessoas mais vulneráveis.

A tentativa de fugir da polarização marcou a entrevista. Ao ser questionado sobre a viabilidade de uma terceira via, Augusto Cury afirmou que o problema não são os polos ideológicos, mas a radicalização, que, segundo ele, substituiu o debate de projetos por embates pessoais e “asfixia o Brasil dos nossos sonhos”.

O pré-candidato também procurou dialogar com agendas de diferentes espectros. Defendeu a manutenção e ampliação do Bolsa Família, com incentivos para quem assinar carteira ou abrir microempresa, e, ao mesmo tempo, destacou propostas para alterar o funcionamento do Supremo Tribunal Federal, e reforço da segurança pública com uso de tecnologia, drones e inteligência artificial. No campo econômico, defendeu um “Estado enxuto e mediador”.

Lula ou Bolsonaro?

Na entrevista, o autor fez uma única menção a Lula - atual presidente - e Bolsonaro - sobrenome do ex-presidente e de seu filho, Flávio. Chegou a passar uma pergunta quando questionado sobre qual lado estaria inclinado. Mas por fim, citou os ambos - chamando apenas Bolsonaro pelo nome - após mais de uma hora de conversa.

Não houve crítica para ambos, apenas elogios.

Ao ser questionado diretamente sobre o que aproveitaria dos dois líderes em uma futura possível presidência, o pré-candidato respondeu em uma única fala:

As pessoas votaram no Bolsonaro não pelos defeitos dele, votaram pelas características saudáveis dele. O Bolsonaro é alguém que é preocupado com a liberdade de negócio. Isso é muito importante. Liberdade de expressão também é muito importante. O presidente atual é preocupado com direitos humanos, para mim isso é caríssimo. Ele é preocupado com as pessoas que estão desvalidas, por isso desenhou o Bolsa Família, que veio como embrião lá atrás, e ele turbinou, dilatou, expandiu.

Augusto Cury, pré-candidato à presidência

Antes disso, Cury havia evitado se posicionar quando perguntado explicitamente em qual campo político se encaixaria. Questionado se seria um nome de centro-direita e qual lado apoiaria em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, ele respondeu: “Meu sonho de contribuir com o Brasil é tão grande que eu não vou entrar nessa área... meu objetivo é ir para o segundo turno. Então eu passo essa pergunta”, disse Cury.

Quem é Augusto Cury?

Psiquiatra e escritor, Augusto Cury é autor de best-sellers de autoajuda e desenvolvimento pessoal, como O Vendedor de Sonhos, Ansiedade - Como Enfrentar o Mal do Século, Pais Brilhantes, Professores Fascinantes e a série O Futuro da Humanidade. Na carreira, Cury tem mais de 80 livros, com obras traduzidas para dezenas de países. A filiação ao Avante surpreendeu, já que é a primeira vez que o autor se aventura na política brasileira, caso a pré-candidatura seja levada adiante.

* Edilene Lopes e Pedro Nascimento

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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