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Cury defende mandato para ministros do STF e fim de julgamentos televisionados

Pré-candidato à presidência também propõe fim da vitaliciedade e nova escolha de ministros

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Augusto Cury é pré-candidato à presidência • Arquivo pessoal

Pré-candidato à Presidência pelo Avante, o psiquiatra e escritor Augusto Cury defendeu mudanças estruturais no Supremo Tribunal Federal (STF), como mandato para ministros, nova forma de indicação e o fim da transmissão ao vivo dos julgamentos. Ele concedeu entrevista à Itatiaia nesta terça-feira (7).

Acenando ao eleitorado de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) - notórios críticos do STF -, Cury afirma que reforma será uma das primeiras medidas de um eventual governo.

“Se eu tiver o privilégio de me tornar presidente, na semana seguinte à posse eu provocaria o Congresso para fazer uma reforma no STF”

Augusto Cury, pré-candidato à presidência

Cury propôs o fim da vitaliciedade dos ministros e a criação de mandatos entre oito e dez anos.

“Não dá para um magistrado entrar com 45 anos e ficar mais de 20 anos até os 75 no Supremo. Na minha opinião, deveríamos ter um tempo de oito a dez anos”, disse.

 

O pré-candidato também defendeu mudanças na escolha dos integrantes da Corte, com maior participação das carreiras jurídicas.

“Dois terços deveriam ser da magistratura, dois ou três do Ministério Público e pelo menos um ou dois advogados, escolhidos pelas suas respectivas classes. Assim teríamos uma corte mais plural e menos intervenção política.”

Cury também criticou a transmissão ao vivo dos julgamentos, prática adotada pelo tribunal desde 2002 através da TV Justiça.

“Deveria ser o fim da transmissão ao vivo dos votos, porque toda vez que você está sendo televisionado isso dificulta a liberdade de expressão”, afirmou.

Segundo ele, a publicidade poderia ser mantida com gravação posterior.

“A transmissão deveria haver gravação dos julgamentos e disponibilização para as partes posteriormente ao próprio julgamento.”

O psiquiatra também citou o volume de processos como justificativa para mudanças.

“Nós temos 86 milhões de processos para cerca de 20 mil magistrados. Em 2025, mais de 112 mil processos foram julgados. Não é suportável.”

Quem é Augusto Cury?

Psiquiatra e escritor, Augusto Cury é autor de best-sellers de autoajuda e desenvolvimento pessoal, como O Vendedor de Sonhos, Ansiedade — Como Enfrentar o Mal do Século, Pais Brilhantes, Professores Fascinantes e a série O Futuro da Humanidade. Na carreira, Cury tem mais de 80 livros, com obras traduzidas para dezenas de países. A filiação ao Avante surpreendeu, já que é a primeira vez que o autor se aventura na política brasileira, caso a pré-candidatura seja levada adiante.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.