Eduardo rebate declaração de Zema de que ele criou ‘problema’ para a direita

Pelas redes sociais, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro citou decisõe de Alexandre de Moraes que seriam a razão das sanções dos EUA

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) rebateu nesta quarta-feira (23) a declaração do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), de que ele teria criado um “problema” para a direita ao articular sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Em uma publicação no X, sem mencionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo citou uma série de medidas que teriam sido impostas pelo magistrado e que seriam a razão das medidas do governo americano, como a prisão de envolvidos no atos de 8 de janeiro de 2023.

“Enquanto são pessoas simples e comuns as vítimas da tirania, não há problema, mas mexeu na sua turminha da elite financeira, daí temos o apocalipse para resolver”, escreveu o parlamentar.

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Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, divulgada na última segunda-feira (21), Zema disse que embora considere que Lula errou ao criticar o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula dos Brics no Rio de Janeiro, a reação do republicano, articulada por Eduardo, prejudica a economia brasileira.

“Houve, em minha opinião, um erro também - que não se justifica - do presidente Trump, de penalizar o País. Ele está penalizando inclusive empresas americanas que estão instaladas aqui, empresas brasileiras, brasileiros que exportam para os EUA. E, realmente, a posição que foi adotada não foi a mais correta pelo filho do ex-presidente. Acho que isso acabou causando um problema para a direita. Mas isso vem de todo esse outro contexto, que não sabemos o que é. O presidente americano é totalmente imprevisível”, declarou.

Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

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