Presidente da CPMI do INSS ameaça ir ao STF para prorrogar comissão

Governo pede anulação de votação que quebrou sigilo de Lulinha; senador diz que seguiu o regimento

Senador mineiro presidente CPMI do INSS

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não responda ao pedido de prorrogação da comissão. A estimativa é que o mandado de segurança seja apresentado na próxima semana.

A cúpula da CPMI do INSS oficiou o presidente Alcolumbre na última quarta-feira (25) para se manifestar sobre a prorrogação dos trabalhos do colegiado por mais 60 dias. O prazo atual de 180 dias se encerra no dia 28 de março.

Segundo Viana, o requerimento já reúne as assinaturas necessárias e aguarda resposta há quase 30 dias. “Se não houver decisão administrativa, vamos judicializar. Na próxima semana ingressarei no Supremo com mandado de segurança para assegurar a prorrogação da CPMI”, disse.

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O senador afirmou ainda que a continuidade dos trabalhos é essencial para manter o acesso a documentos da investigação. “Sem a prorrogação, a comissão perde instrumentos fundamentais de apuração. Não vamos permitir o encerramento por omissão administrativa”, declarou.

Confusão na CPMI

Prestes a chegar ao fim, a CPMI do INSS chegou nesta quinta-feira (26) a um de seus momentos mais críticos após a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A bancada governista pediu ao Congresso a anulação da votação, alegando fraude na condução da sessão.

O líder do governo na comissão, Paulo Pimenta (PT-RS), sustenta que houve erro na contagem dos votos. Parlamentares governistas protestaram após o resultado, houve briga e a sessão foi interrompida.

Viana rebate as acusações e afirma que a votação seguiu o regimento. “O governo tentou impedir as votações para inviabilizar a CPMI. O que houve foi derrota no voto”, disse.

A comissão investiga um suposto esquema de descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A eventual decisão do STF poderá definir não apenas a continuidade da CPMI, mas também o alcance das investigações nas próximas semanas.

Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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