No Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), os pares do desembargador Magid Lauar acreditam que o colega deva ser afastado a pedido do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em função das acusações de abuso que surgiram depois da absolvição do homem de 35 anos acusado de estuprar uma criança de 12.
Para magistrados e servidores com os a coluna conversou no TJMG, o afastamento do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, devido à investigação de importunação sexual, abriu um precedente que deve ser seguido em Minas.
Apesar de as denúncias contra Lauar serem de fatos que teriam ocorrido no passado, o afastamento durante a apuração é considerado pelos colegas uma medida saudável para o Tribunal de Justiça e benéfica até para o desembargador, que segundo os pares tem andado cabisbaixo e constrangido.
Pressão da família
Além da pressão popular, a pressão da família fez com que o magistrado mudasse sua decisão. A opinião da filha e da esposa, que também é juíza e é corregedora, segundo colegas de Laur, foi fundamental para que ele revisse o voto.
Climão
No entanto, pegou mal o fato de ele ter mudado a decisão monocraticamente. Aconselhado, Magid fez uma emenda no voto, nesta quinta (26) e submeterá a decisão ao colegiado que na próxima quarta-feira (4) vai votar novamente o caso.
O desembargador Walner Barbosa Milward de Azevedo, que acompanhou Magid, também deve mudar o voto, e a desembargadora Karín Emmerich foi contra a absolvição e deve manter a decisão.
Salvo por uma mulher
Aliás, foi o voto de Karín que permitiu que Magid alterasse seu voto, já que quando a decisão colegiada não é unânime, cabem embargos infringentes que são os recursos que permitiram que ele revisse sua posição.