Dinheiro em 'sacola de vinho': Mauro Cid conta que estimou valor pelo peso; Braga Netto nega
Mauro Cid e Braga Netto estiveram frente a frente em acareação no STF nesta terça (24)

O tenente-coronel Mauro Cid voltou a dizer nesta terça-feira (24), em acareação com o general Braga Netto no Supremo Tribunal Federal (STF), que recebeu do ex-ministro de Jair Bolsonaro uma sacola com dinheiro em espécie no Palácio da Alvorada, em Brasília. A verba seria para ajudar a financiar os acampamentos de manifestantes dos 8 de janeiro em frente ao Quartel-General do Exército.
A acareação foi conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes e teve como objetivo esclarecer contradições entre as versões apresentadas pelos investigados.
Versão de Braga Netto
Braga Netto negou ter feito qualquer entrega de dinheiro. Segundo ele, durante uma conversa com Mauro Cid no Palácio da Alvorada, o tenente-coronel mencionou a necessidade de obter recursos junto ao Partido Liberal (PL). O general afirmou que encaminhou a demanda ao então tesoureiro do partido, coronel Azevedo, mas o pedido foi recusado.
Ele também negou ter buscado qualquer alternativa após a negativa. Apesar do embate direto, as versões continuam contraditórias. Cid reafirmou que Braga Netto disse que conseguiria o valor por outros meios e que, posteriormente, entregou o dinheiro no Alvorada.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.



