Dez mil empresas brasileiras podem ser afetadas por ‘tarifaço’ imposto por Trump, diz Haddad

O ministro concedeu entrevista exclusiva à Itatiaia nesta quinta-feira (24)

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em entrevista à Itatiaia, em Brasília

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta quinta-feira (24), que mais de 10 mil empresas brasileiras podem ser afetadas pelas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos na gestão de Donald Trump. O chefe da pasta concedeu entrevista à Rádio Itatiaia.

“São mais de 10 mil empresas brasileiras que seriam afetadas e os americanos também serão afetados, pagarão mais caro pelo café, pelo suco de laranja, pela carne”, disse Haddad.

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Haddad voltou a dizer que o governo brasileiro está disposto a continuar negociando com os norte-americanos. “Nós não vamos sair da mesa negociação, se a nossa contraparte [os EUA] não quer se sentar a mesa, é um outro problema”. Para ele, o “tarifaço” serviu para “sabotar a economia brasileira em troca de bônus eleitoral”.

“Pretexto dos EUA (para taxar produtos brasileiros em 50%) é questão (do ex-presidente Jair) Bolsonaro. Não sei até onde vai essa preocupação real”, afirmou. E completou: “A extrema direita está impedindo uma relação que seria natural entre os dois países. Não aconteceu nada que justificasse tarifa, a não ser atuação da extrema direita.”

Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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