A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou nesta quinta-feira (22) que a decisão do Parlamento Europeu de judicializar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pode atrasar a entrada em vigor do tratado.
“Esse voto do Parlamento Europeu pode adiar o procedimento. Não sabemos por quanto tempo, mas o papel dos Parlamentos é central. Em uma democracia, isso é fundamental. Fiquei muito satisfeita ao ouvir hoje que o Parlamento brasileiro quer acelerar esse processo”, disse a diplomata.
A declaração foi dada após reunião com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), para tratar do andamento do acordo entre os blocos econômicos.
O tratado foi assinado no último sábado (17), no Paraguai, mas ainda precisa do aval do Parlamento Europeu e da ratificação pelos parlamentos nacionais dos países do Mercosul para entrar em vigor.
Segundo Trad, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizaram que darão prioridade à tramitação do tema no Congresso Nacional.
“Conversei com os dois presidentes [da Câmara e do Senado]. O presidente Hugo vai reunir os líderes no fim deste mês e tratar do assunto com a maior celeridade possível. O presidente Davi Alcolumbre também tem a mesma disposição”, afirmou o senador.
Na quarta-feira (21), o Parlamento Europeu decidiu submeter o acordo à análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode atrasar sua implementação.
Mais cedo nesta quinta, Nelsinho Trad também se reuniu com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Após o encontro, Alckmin afirmou que o governo brasileiro seguirá com a análise do texto e enviará o acordo ao Legislativo para apreciação.