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Vereadores de BH aprovam Reforma Administrativa proposta pelo prefeito Fuad Noman

Câmara de BH aprovou, em segundo turno, projeto elaborado pelo prefeito Fuad Noman

Vereadores aprovaram projeto que cria novos cargos na Câmara Municipal de BH

Os vereadores de Belo Horizonte aprovaram, na manhã desta segunda-feira (2), o projeto de Lei que altera a organização administrativa do Poder Executivo da capital mineira.

A chamada Reforma Administrativa foi apresentada pelo prefeito Fuad Noman (PSD), após o segundo turno da eleição municipal, e prevê a criação de novas secretarias.

A votação em segundo turno aconteceu em duas partes, primeiro foram votados os artigos 1 a 58 e mais uma emenda apresentada ao texto. Na segunda parte, foram votadas os trechos restantes do projeto.

O placar das duas votações foi igual: 33 votos favoráveis e seis votos contrários.

Novas secretarias

A proposta prevê a criação de quatro novas pastas — Segurança Alimentar e Nutricional, Mobilidade Urbana, Administração Logística e Patrimonial e Secretaria-Geral. Atualmente, a PBH tem 14 pastas. Com isso, o número iria subir para 18.

Por ano, o impacto financeiro de todas as propostas de criação de vagas e cargos pode chegar a quase R$ 50 milhões.

O líder do governo Fuad na Câmara, vereador Bruno Miranda (PDT), defendeu o projeto e afirmou que várias mudanças foram defendidas pelo prefeitura durante a campanha eleitoral.

“O projeto é importante, vários dos compromissos assumidos pelo prefeito estão materializados aqui, como a criação da subsecretaria de segurança alimentar”, disse Miranda.

“A PBH enviou o projeto da reforma administrativa, mudanças que ele já tentava implementar. Após a eleição esse projeto foi reformulado e hoje aprovado. Ele tem a previsão de uma coordenadoria para vilas e favelas, para emergências climáticas, algumas secretarias foram divididas e outras criadas. Essas mudanças vão dar maior celeridade à gestão pública”, concluiu o líder do governo.

O texto segue agora para redação final na Comissão de Legislação e Justiça e depois segue para sanção do prefeito Fuad Noman.

Críticas e obstrução

A vereadora Fernando Altoé (Novo), que fez obstrução ao projeto, lamentou a aprovação do texto e afirmou que a Câmara está perdendo sua independência em relação ao Executivo.

“Esse boleto sem vergonha, de pagar conta de campanha, mostrou que a prioridade não é o cidadão. A prioridade é a manutenção do poder. E isso é muito triste”, disse. “Não temos mais um parlamento independente”, concluiu Altoé.

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Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.