BH está entre as capitais brasileiras que estudam fazer seguro de obras de infraestrutura depois prontas

Medida que deve ser anunciada na COP 30 pode ajudar municípios a reconstruírem áreas destruídas por eventos climáticos sem desorganizar orçamento público

Enchente no Rio Grande do Sul

Pelo menos três capitais brasileiras estudam a possibilidade de contratar seguro para obras de infraestrutura depois que as construções já estiverem prontas. Em entrevista à Itatiaia, na COP 29, em Baku, no Azerbaijão, Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) explicou que esse tipo de contratação é comum em países com ocorrência de terremotos, como o Japão, e já são realidade também no México e em nações andinas.

Em função do aquecimento global e do aumento na frequência de eventos climáticos, proteger obras finalizadas com seguros pode minizar os prejuízos financeiros provocados pelas ocorrências. “Quando acontece um incidente como esse no Rio Grande do Sul, além do Estado perder a arrecadação, a população ficar impactada e empobrecida; a atividade econômica do estado pára e o estado ainda tem que arrumar o orçamento para reconstruir”, pontua Dyogo Oliveira.

O seguro para obras em execução é obrigatório no Brasil, mas para estruturas prontas ainda não há nenhum contrato assinado. A inauguração desse modelo pode acontecer em 2025. "È possível que a gente até o próximo ano, a gente já tenha isso. A nossa intenção é chegar na próxima COP e poder anunciar essa novidade também no mercado brasileiro’, adianta.

Belo Horizonte, Recife e Salvador são as cidades piloto. O projeto deve ser subsidiado por um convênio com o Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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