Perícia da Polícia Federal extrai dados de celular do homem-bomba; veja o que se sabe

Investigadores querem apurar se Francisco Wanderley agiu sozinho ou se teve algum apoio na tentativa de atentado contra o STF

Homem-bomba de Brasília recebeu recursos do Governo Federal durante pandemia | CNN Brasil

Os peritos da Polícia Federal estão trabalhando na extração e na análise dos dados do celular de Francisco Wanderley Luiz, autor de um ataque com bombas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O celular foi apreendido na manhã de quinta-feira (14), em um trailer que seria de Wanderley e estava em um estacionamento nas proximidades do STF e da Câmara dos Deputados. O aparelho está sendo periciado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), da PF.

A ex-mulher do homem-bomba também foi interrogada e disse que o plano de Francisco Wanderley era matar o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

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“[Ele] queria matar o ministro Alexandre de Moraes e quem mais estivesse junto na hora do atentado”, disse a ex-mulher a agentes da PF.

Postagens antes de explosões

Antes do atentado, Francisco havia publicado na internet prints de mensagens com ameaças a políticos e citando supostas novas explosões. O homem-bomba fez referências à data do ataque e falava sobre uma “revolução”.

“Cuidado ao abrir gavetas, armário, estantes, depósito de materiais etc. Início 17:48 horas do dia 13/11/2024”, escreveu.

A PF não descarta que Francisco Wanderley Luiz tenha contado para outras pessoas que iria realizar o ataque, de modo que podem ser acusadas de terem agido com “cumplicidade por omissão”, ou seja, tomaram conhecimento de um crime que poderia ocorrer mas não denunciaram.

O caso está sendo investigado pela divisão antiterrorismo da Polícia Federal, em Brasília.

Caixa enterrada perto de trailer

O início da análise do caso, segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, já apontou haver “indícios de planejamento de longo prazo“.

Agora, os investigadores irão analisar quais informações encontram em uma caixa enterrada perto de um trailler alugado por Wanderley.

O trailer alugado pelo homem-bomba, segundo o diretor-geral da PF, é um dos indícios de planejamento prévio do atentado.

“Esse trailer foi alugado há alguns meses – não foi uma coisa recente – e estava em um ponto estratégico nas proximidades do STF, o que nos aponta para, de fato, um planejamento de médio e talvez de longo prazo e que sinalizam a gravidade de tudo isso que foi feito”, disse Rodrigues na quinta-feira.

Além disso, os investigadores acharam, enterrada perto deste mesmo automóvel, uma caixa, cujo conteúdo também é analisado pela corporação.

“O trailer estava perto do carro no estacionamento. Tem vários trailers ali de alimentação. Esse era mais um deles. Estava ao lado do carro e a caixa estava também nesse mesmo ambiente. Estamos fazendo análise e identificando se de fato pertence a esse mesmo episódio”, explicou Rodrigues.

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