Crítico do Governo de Israel, Brasil não assiste a discurso de Netanyahu na ONU

Primeiro-ministro de Israel ameaçou Irã e outros países durante discurso

Lula excede tempo de fala na ONU e tem discurso interrompido

DA ENVIADA ESPECIAL A NOVA YORK:

Ausência

O governo brasileiro optou por não acompanhar o discurso do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU. A ausência foi uma decisão para demonstrar que o Brasil não apoia a posição adotada por Israel, após os ataques do Hamas, em relação ao povo palestino.

Pela primeira vez nos últimos anos, o Brasil deixa de assistir um discurso na Assembleia Geral da ONU. Ao contrário de países que deixaram o salão principal das Nações Unidas durante a fala de Netanyahu, o Brasil nem entrou no plenário. O primeiro ministrou discursou em um plenário esvaziado e foi alvo de muitas vaias.

Irã

No púlpito, Netanyahu ameaçou o Irã. “Se vocês nos atingirem, nós atingiremos vocês”. E completou: “não há lugar no Irã que o longo braço de Israel não possa alcançar”.

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Hamas

O primeiro-ministro também exigiu que o Hamas deixe a Faixa de Gaza. “Esta guerra pode acabar. Tudo o que o Hamas tem de fazer é render-se, depor as armas e libertar os reféns [...] Se eles não o fizerem, lutaremos até alcançarmos a vitória, a vitória total. Não há alternativa”, disparou.


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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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