Durante a sessão de plenário da Câmara Municipal de Crucilândia (MG) desta sexta-feira (15), foi protocolado um pedido de cassação contra o vereador Guilherme Acílio (PDT). Segundo Ilaerson Souza (PP), prefeito da cidade e autor do pedido, o processo de cassação se dá pela ‘constatação de ‘incompatibilidade de cargos’.
O início da polêmica se deu após colegas da Câmara Municipal de Crucilândia tomarem conhecimento que o vereador pedetista trabalha em farmácias da região. Porém, segundo o Regimento Interno da Câmara, não há restrições sobre desempenhar atividades no setor privado, desde que o parlamentar exerça as atividades na mesma cidade que exerce a vereança.
A Câmara acatou a denúncia após os votos favoráveis dos vereadores: Claudemiro Diniz (PP), Luís do Carmo (Solidariedade) Renan do Zico (PP) e do sobrinho do prefeito, Rodrigo de Souza (PP).
Alvo das denúncias, o vereador Guilherme Acílio diz que a acusação é desmedida e que nunca viu cassação a vereador “por trabalhar demais”.
“Já vi cassação de vereador que invadiu celebração religiosa, por corrupção, por calúnia/difamação, mas um processo de cassação alegando falta de decoro por trabalhar demais é a primeira vez que vejo”, afirmou o vereador.
Segundo Acílio, sua atuação no setor privado em nenhum momento impediu que ele fosse um dos vereadores mais assíduos da Casa e ressaltou que não há nenhuma proibição, seja no nosso código de ética ou na nossa Lei Orgânica Municipal, sobre o exercício outra função na iniciativa privada.
“Sou um dos vereadores mais assíduos na câmara, um dos que mais apresenta projetos de lei e requerimentos, meu trabalho fora da câmara não atrapalha em nada a minha atuação. A acusação é um absurdo por si só e não deveria ser acatada pela casa, não passa de uma perseguição politica visto que as eleições se aproximam”, completou o vereador.
Foi formada uma comissão julgadora para apurar o caso que será julgado no dia 19 de março. A comissão será presidida pelo vereador e 1º secretário, Alexson Maia (PP).
O que diz o prefeito
À Itatiaia, o prefeito Ilaerson Souza, a afirmação realizada pelo vereador Guilherme Acílio de que a denúncia é infundada, não procede. O líder do executivo municipal de Crucilândia afirmou que Guilherme chegou a afirmar em plenário que era “voluntário na Assopoc” e que Acílio tem histórico de “praticar o ilícito”.