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Pacheco se manifesta contra PEC que visa restringir operações contra parlamentares: ‘Não é razoável’

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se manifestou nesta quarta-feira (28) contra a proposta, discutida por líderes da Câmara dos Deputados, que visa restringir o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra parlamentares

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quarta-feira (28) que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), discutida por líderes de oposição ao governo Lula (PT), na Câmara dos Deputados, que visa restringir as operações de busca e apreensão contra parlamentares, não deve avançar no Congresso Nacional.

A proposta, que tem o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pretende limitar o acesso das forças de segurança no cumprimento de mandado de busca e apreensão nas dependências do Congresso Nacional.

“Não é razoável nós pensarmos na proibição de medidas cautelares contra qualquer tipo de segmento, ou qualquer tipo de nível de autoridade pública. Isso é um meio de investigação, dado ao direito de quem investiga poder coletar provas”, destacou Pacheco, em conversa com jornalistas, no Senado.

Pacheco defendeu a realização das operações de busca e apreensão como parte das investigações policiais. “Obviamente, isso tem que ter critério. É preciso ter forma, é preciso ter equilíbrio nesse trato. Mas uma proposta que extingue essa possibilidade eu acho muito difícil de avançar, especialmente por algum vício de constitucionalidade que possa ser apontado”, afirmou o presidente do Senado.

A proposta ganhou força, nos bastidores da Câmara, depois que os deputados bolsonaristas Carlos Jordy (PL-RJ), que é o líder da oposição na Casa, e Alexandre Ramagem (PL-RJ), que é pré-candidato à Prefeitura do Rio, foram alvos de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF). Jordy é investigado pela PF por suposta participação nos atos antidemocráticos, do dia 8 de janeiro, enquanto Ramagem, que foi chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), é suspeito de utilizar a estrutura da agência para monitorar, ilegalmente, adversário políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Repórter da Itatiaia desde 2018. Foi correspondente no Rio de Janeiro por dois anos, e está em Brasília, na cobertura dos Três Poderes, desde setembro de 2020. É formado em Jornalismo pela FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso), com pós-graduação em Comunicação Eleitoral e Marketing Político.
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