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Disputa por relatoria trava CPI da Braskem, e reunião é adiada

Membros da CPI se reuniram nesta manhã de quarta-feira, mas, encontro terminou sem consenso em torno do nome que assumirá a relatoria

A disputa pela definição do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a atuação da Braskem e a exploração de sal-gema em Maceió trava o andamento dos trabalhos do colegiado no Senado Federal. Os membros da CPI discutiram o assunto por cerca de duas horas em reunião fechada nesta manhã de quarta-feira (21), mas, o encontro foi suspenso sem consenso entre os parlamentares. Diante dos desentendimentos, o senador Omar Aziz (PSD-AM) ameaçou abandonar a presidência da CPI e afirmou que uma reunião definitiva acontecerá às 16h.

O principal entrave em torno da relatoria da CPI gira em torno do senador Renan Calheiros (MDB-AL). Autor do requerimento que criou a CPI, o político alagoano quer ser o relator e não está disposto a ceder. Entretanto, Omar Aziz e outros integrantes da comissão defendem que o relator não pode ser de Alagoas — excluindo, portanto, Calheiros e o senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL). Após a reunião a portas fechadas nesta manhã, Aziz afirmou que o relator não será do estado se ele permanecer como presidente.

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“A gente não chegou a um consenso e faremos uma nova reunião. Até lá, decidiremos quem será o relator da CPI”, disse. “O escopo da CPI diz que ela será restrita a Alagoas. Mas, não será. Desde que começou a CPI, decidimos que não seria apenas restrita às indenizações ou a algo parecido. Ela não vai ser específica sobre Maceió. Ela vai ser específica ao procedimento da empresa, da Braskem e da empresa antes dela. Será dessa forma se eu ainda presidir a CPI. Questões mais profundas vão ser investigadas”, completou.

A relatoria da CPI é decidida por indicação do presidente da comissão. Entretanto, Omar Aziz não tomará uma decisão que confronte a opinião da maioria dos membros do colegiado, segundo afirmou o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que é um dos integrantes da CPI.

Tragédia pressionou instalação da CPI. O afundamento do solo na área da mina da Braskem detectado entre novembro e dezembro passados pressionou a instalação da CPI para investigar a atuação da mineradora. A comissão foi criada em setembro, mas, os partidos só começaram a indicar os membros em dezembro.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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