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Soares destacou a recente proximidade de Nikolas com o vice-governador e pré-candidato ao governo, Mateus Simões (PSD). O empecilho flagrante para que os pessedistas assegurem o apoio do PL é o conflito entre as candidaturas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do governador
“Temos hoje um caminho muito bom com o
O PL não abre mão de ter um palanque exclusivamente dedicado à campanha de Flávio em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil. Por outro lado, a relação umbilical entre Zema e Simões inviabiliza que o pessedista apoie outro nome se o de seu aliado estiver no páreo.
Para Cássio Soares, a celeuma pode ser resolvida se Zema não concorrer ao Palácio do Planalto ou mesmo se o PL aceitar que seus filiados façam uma campanha para Flávio Bolsonaro mesmo com o apoio de Simões ao candidato do Novo. Mesmo diante do imbróglio, o deputado destacou a proximidade entre os partidos ao tratar do acordo já firmado em relação à disputa pelas duas vagas em jogo no Senado.
“Eu não posso dizer pelo governador Romeu Zema, mas eu não sei se ele vai aceitar algum convite de composição, não sei se ele vai levar adiante. Ou ainda que o próprio nosso pré-candidato a governo, Mateus Simões, terá uma condição de fazer o apoio ao governador Romeu Zema à Presidência da República com uma boa parcela do grupo que vai apoiá-lo com a tranquilidade de fazer o palanque também ao Flávio Bolsonaro, considerando que no nosso planejamento, nas nossas conversas, uma das vagas ao Senado é destinada ao PL e me parece que internamente eles já têm até o nome”, complementou.
Com a filiação de Simões em outubro do ano passado, o PSD em Minas Gerais definiu sua guinada à direita. O estado faz parte da estratégia nacional comandada pelo presidente da legenda,
O PSD mineiro é um exemplo do caráter fisiológico do partido: enquanto busca alinhamento com Nikolas Ferreira, a sigla abriga em seus quadros o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, um dos nomes mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na esplanada ministerial. Entre os pessedistas mineiros também está o senador Rodrigo Pacheco, nome que os
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