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Bolsonaro restringe manifestações a ato na Paulista e veta eventos em outras cidades

Bolsonaro tornou a insistir nesta sexta-feira (16) que os seguidores não carreguem cartazes e faixas para o ato na Paulista

Concentrado no ato marcado para acontecer na avenida Paulista, no último domingo do mês, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou nesta sexta-feira (16) a realização de manifestações favoráveis em outras cidades que coincidam com a data do protesto marcado para São Paulo. “Quero me dirigir às pessoas que não podem comparecer porque moram muito longe e não têm meios, e é plenamente justificável, quero apelar, não façam movimentos em outros municípios”, afirmou em gravação publicada nas redes sociais. “Nem de manhã e nem à tarde, por favor. O movimento é para a [avenida] Paulista. Não marquem e não compareçam a outros movimentos fora da Paulista. Colaborem conosco”, acrescentou.

Na publicação feita nesta sexta-feira, ele também repete o pedido para que as pessoas não carreguem faixas e cartazes para o ato em São Paulo e insistiu que o ato deverá ser pacífico e disciplinado. O apelo é uma tentativa feita por Bolsonaro para evitar novas indisposições com o Judiciário, principalmente com o Supremo Tribunal Federal (STF), e com a Polícia Federal que o investiga por relação com uma tentativa de golpe de Estado.

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Ato em São Paulo é resposta após operação da PF

A primeira convocação feita por Bolsonaro para o ato na avenida Paulista ocorreu dois dias depois da operação da Polícia Federal (PF) contra ele e alguns de seus principais aliados políticos. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, expediu mandados de prisão contra três pessoas e mandados de busca e apreensão contra ministros do governo Bolsonaro e o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, que acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Ainda por decisão de Moraes, Bolsonaro precisou entregar o próprio passaporte à Polícia Federal e está proibido de manter contato com os outros investigados.

A polícia investiga tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito com participação de Bolsonaro e aliados dele. Segundo o inquérito, o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para pôr em xeque a segurança das urnas eletrônicas e disseminar notícias mentirosas sobre fraude eleitoral para legitimar uma intervenção militar.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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