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Vacina contra a dengue será aplicada em 521 municípios a partir de fevereiro, confirma Ministério da Saúde

Crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos são o público-alvo da campanha de vacinação em 2024

Mosquitos da dengue aparecem em microscópio

Aumento dos casos de dengue preocupa autoridades em saúde

Arquivo/Agência Brasil

Em meio à explosão de diagnósticos de dengue no Brasil, a Qdenga começa a ser distribuída para crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos que moram em 521 cidades específicas, a partir de fevereiro. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (25). As primeiras doses do imunizante contra a dengue chegaram ao país na semana passada, e cerca de 6,5 milhões vão ser distribuídas ao longo do ano. Elas serão suficientes para proteger pouco mais de 3 milhões de crianças e adolescentes, que deverão receber duas doses do imunizante com um intervalo de três meses entre elas.

A distribuição da Qdenga para municípios específicos segue quatro critérios definidos pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) do Ministério da Saúde. As doses serão repassadas às cidades de grande porte com alta transmissão de dengue e maior número de casos nos últimos meses. Os municípios selecionados também registraram predominância do sorotipo dois do vírus. Outro critério avaliado é que todas as 37 regiões de saúde do país precisavam ser contempladas. Em Minas Gerais, a Saúde repassará frascos da Qdenga para 22 municípios — Belo Horizonte e Ribeirão das Neves estão entre eles.

Neste primeiro ano de aplicação da vacina, o governo não conseguirá imunizar toda a população-alvo recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) — crianças e adolescentes de 6 a 16 anos — por falta de disponibilidade de doses. “A indústria Takeda tem um número pequeno de doses disponíveis para nosso país”, afirmou a ministra Nísia Trindade, reforçando a importância de medidas domésticas de combate à dengue. “O Ministério da Saúde comprou tudo o que estava disponível. Se pudéssemos, compraríamos mais”, acrescentou Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Preocupação com internações. O Ministério da Saúde decidiu imunizar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos porque eles compõem o segundo grupo com maior índice de internações por dengue no Brasil — atrás, apenas, dos maiores de 60 anos, para quem o laboratório fabricante não recomenda a aplicação da vacina.

Diante do risco de complicação da doença e aumento do índice de hospitalizações, a Saúde se dispôs a prestar apoio financeiro aos estados para ampliação de leitos, se necessário. “A rede municipal é a porta de entrada da pessoa com dengue. Então, nós, do ministério, disponibilizaremos uma matriz de solicitação para estados e municípios pedirem recursos. Agora, a ação em cada local é uma decisão regional, e a organização para resposta será um trabalho em bloco”, detalhou Helvécio Magalhães, secretário de Atenção Especializada à Saúde.

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Confira a lista:

Coronel Fabriciano;
Timóteo;
Pingo-d-Água
Antônio Dias;
Marliéria;
Santa Maria de Itabira;
Jaguaraçu;
Dionísio;
Córrego Novo;
Belo Horizonte;
Ribeirão das Neves;
Sabará;
Santa Luzia;
Nova Lima;
Caeté;
Rio Acima;
Jaboticatubas;
Raposos;
Belo Vale;
Moeda;
Nova União;
Taquaraçu de Minas.

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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.
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